Pesquisa revela que contaminação de rios e mares por poluentes químicos reduz populações de peixes

Foto: Luc Viatour /Wikimedia Commons

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • Trump usa o ataque para promover sua agenda em meio ao bloqueio de informações sobre o Irã e índices de aprovação em níveis historicamente baixos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

14 Junho 2018

Poluentes químicos jogados na natureza possuem estrogênio, que provoca a feminilização dos peixes.

A reportagem é publicada por Ministério da Ciência, Tecnologia e Invação (MCTI), 13-06-2018.

A contaminação de rios e mares de várias partes do mundo está provocando a feminilização de peixes. Isso porque os poluentes químicos têm alto nível de estrogênio – o hormônio sexual feminino produzido nos ovários. Segundo especialistas, há cerca de 100 mil tipos de poluentes químicos no ambiente. De forma regular, pelo menos 30 mil são despejados na natureza. Produtos farmacêuticos como anticoncepcionais, veterinários, cosméticos, de higiene, limpeza e agrotóxicos estão na lista.

O assunto foi discutido no 11º Simpósio Internacional de Fisiologia da Reprodução (ISRPF), realizado com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus (AM). No evento, o pesquisador Charles Tyler, da University of Exeter, na Inglaterra, explicou como os poluentes impactam a vida selvagem, mais especificamente os peixes – grupo mais exposto à contaminação das águas.

Segundo ele, os poluentes ferem ou mutilam o sistema reprodutivo dos peixes, impactando o tamanho das populações, podendo provocar a extinção ou perda local. “O que se vê é que esses poluentes têm um nível muito alto de estrogênio, e isso tem causado uma feminilização da população, mas ainda não dá para dizer que é isso que está fazendo extinguir”, ressaltou Tyler.

A maioria desses estudos é feita nos Estados Unidos, Europa e Austrália. As pesquisas na bacia amazônica estão começando. “Não há dúvida de que temos problema de poluição na Amazônia, mas não se sabe se o problema aqui é tão grande quanto já é na Europa”, afirmou o pesquisador inglês.

Ele explicou que o sistema de rios da Amazônia amplia a capacidade de diluição dos poluentes. “É muito provável que os problemas que percebemos na Europa e no resto do mundo também ocorram na Amazônia. Agora, o nível e o grau de impacto ainda estão por ser estudados.”

Leia mais