El Salvador reabre a causa da chacina dos jesuítas

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19 Abril 2018

Será feita justiça em relação ao assassinato de Ellacuría e os mártires da UCA? Depois de quase 29 anos, El Salvador parece disposto a abrir uma fresta de esperança. Assim, nesta terça-feira, soube-se que um juizado da capital ordenou a reabertura do processo contra os supostos autores intelectuais do massacre dos seis jesuítas, Elba e Celina, no dia 16 de novembro de 1989.

A informação é publicada por Religión Digital, 18-04-2018. A tradução é do Cepat.

Conforme informou a Efe Arnau Baulenas, advogado e coordenador da Equipe de Processos de Justiça do Instituto de Direitos Humanos da Universidade Centro-Americana (IDHUCA), organização que solicitou a reabertura, o Juizado ordenou à Promotoria apresentar a acusação para programar a primeira audiência.

“O juiz ordena que a Promotoria apresente um novo requerimento e, uma vez apresentado, será procedida a audiência inicial, aí iniciará o processo”, destacou Baulenas, que afirmou que a acusação deve atender uma sentença da Sala Constitucional da Corte Suprema em que anulou uma lei de anistia de 1993.

Além disso, detalhou que o Juizado declarou a “nulidade absoluta” de uma resolução, do ano 2000, que ditava a dispensa do processo em favor de seis militares e o ex-presidente Alfredo Cristiani (1988-1994).

Em novembro de 2017, o IDHUCA solicitou a reabertura da causa penal contra os “autores intelectuais” do massacre de seis sacerdotes, entre os quais cinco eram de origem espanhola, e duas colaboradoras que foram assassinadas no mesmo ato.

Também apontou que a decisão judicial “se alargou um pouco porque foram apresentadas algumas exceções por parte da defesa” para tentar evitar a reabertura e nas quais argumentava que havia “coisa julgada” e “falta de ação”.

“Hoje, na resolução, o juiz declarou que não há coisa julgada e que a exceção por falta de ação também não é procedente”, destacou o advogado, que em novembro de 2017 afirmou que este massacre é um “crime contra a humanidade”.

Os militares acusados pelo crime são os generais, já aposentados, Humberto Larios, Juan Rafael Bustillo, Francisco Elena Fuentes, Rafael Zepeda, o falecido René Emilio Ponce e o coronel Inocente Montano, que enfrenta um julgamento na Espanha por este crime.

Todos fazem parte da geração de graduados da Escola Militar de 1966, conhecida popularmente como La Tandona, que dirigiram as Forças Armadas durante boa parte da guerra e implementaram a estratégia contra-insurgente de “terra arrasada”.

O ex-reitor da UCA e atual diretor do IDHUCA, José María Tojeira, disse em novembro de 2017 que este pedido de reabertura não inclui os “autores materiais”, submetidos a uma “dissimulação de julgamento”, em 1992, no qual foram condenados a 30 anos de prisão dois militares.

No dia 16 de novembro de 1989, um esquadrão do batalhão de elite Atlácatl do Exército assassinou os espanhóis Ignacio Ellacuría, Segundo Montes, Ignacio Martín-Baró, Amando López e Juan Ramón Moreno e o salvadorenho Joaquim López. Também Elba Ramos e sua filha Celina, colaboradoras dos religiosos.

Apenas está preso por este massacre o coronel Guillermo Alfredo Benavides, um dos dois condenados a 30 anos de prisão em um julgamento no ano de 1992, pena que os religiosos pediram que seja comutada.

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