Igreja da Suécia veta termos masculinos para se referir a Deus

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27 Novembro 2017

Chega de “Senhor” e “Ele”. A palavra “Deus” pode ser suficiente, até porque é a única que é neutra do ponto de vista do gênero sexual. A Igreja da Suécia baniu da linguagem da liturgia os termos masculinos referidos a Deus, porque Deus não tem sexo. Não é um “Ele”, nem mesmo uma “Ela”, obviamente.

A reportagem foi publicada por La Repubblica, 25-11-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A medida da Igreja Nacional Evangélica Luterana chega ao término de uma reunião de oito dias da qual participaram 251 membros. Uma espécie de pequeno Concílio Vaticano II em nível nacional, que também se ocupou de atualizar a linguagem de um livro de 31 anos, do qual eram tiradas as frases da liturgia, dos hinos e outros aspectos linguísticos. Isso entrará em vigor a partir do dia 20 de maio, dia de Pentecostes.

A Igreja da Suécia é a referência religiosa para 6,1 milhões de batizados em um país de 10 milhões. E talvez, não por acaso, tem à sua frente uma mulher, a arcebispa Antje Jackelén, que lembrou que o debate sobre a linguagem começou ainda em 1986. “Teologicamente”, explica, “Deus está além dos gêneros. Ele não é humano.”

Algumas críticas foram feitas à escolha. Christer Pahlmblad, professor de teologia da Universidade de Lund, declarou que, assim, “subestima-se a doutrina da Trindade. Não é uma medida inteligente. A Igreja da Suécia será conhecida como a Igreja que não respeita a herança teológica comum”.

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