Israel expulsa a vice-secretária-geral do Conselho Mundial de Igrejas

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09 Dezembro 2016

Detida no aeroporto, interrogada, expulsa. Tudo em uma tarde. Isso aconteceu nessa terça-feira, 6 de dezembro, com a teóloga Isabel Apawo Phiri, vice-secretária-geral do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), que chegou junto com uma delegação ecumênica no aeroporto Ben Gurion, de Tel Aviv. Acusada pelas autoridades israelenses de boicote anti-israelense, não lhe foi concedido o visto de ingresso. De acordo com a imprensa local, trata-se de algo inédito, que aconteceu justamente com ela.

A reportagem é de Gaëlle Courtens, publicada no sítio Riforma, 07-12-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Ela tinha chegado nessa terça-feira de Genebra ao aeroporto de Tel Aviv para encontros com diversos líderes religiosos, agendados em Jerusalém, e para compromissos no marco do Programa Ecumênico de Acompanhamento na Palestina e em Israel pelo CMI (EAPPI).

Nos últimos 18 anos, mais de 70 igrejas e organizações ecumênicas de 22 países espalhados por todos os continentes participaram ativamente desse programa. De acordo com o jornal israelense Haaretz, Isabel Apawo Phiri teria sido expulsa com base em um suposto ativismo anti-israelense: os ministros do Interior e da Segurança Pública acusaram-na de estar envolvida em um grupo de Igrejas que defenderiam o chamado Boycott, Divestment and Sanctions Movement (BDS, Movimento de Boicote, Desinvestimento e Sanções). Uma acusação veementemente desmentida: para o pastor Olav Fykse Tveit, secretário-geral do CMI – que se surpreendeu com a ação das autoridades israelitas – trata-se de informações completamente infundadas.

“Lamentamos o antagonismo israelense em relação às iniciativas pela paz e pela justiça do CMI dirigidas tanto a israelenses quanto a palestinos”, afirma o comunicado divulgado nessa terça-feira pelo CMI, que já encarregou os seus advogados a recorrerem contra essa “medida injusta e discriminatória” contra Apawo Phiri.

Consternação e perplexidade foram expressadas por Tveit, levantando também a seguinte consideração: a colega, natural do Malawi, ex-professora da Universidade KwaZulu-Natal de Pietermaritzburg, África do Sul, era o único membro da delegação ecumênica de origem africana e também a única a ser retida. E a motivação apontadas pelos serviços de segurança israelenses, com efeito, afirma: “prevenção contra imigração ilegal”. Para o CMI – que fala de ação sem precedentes por parte de Israel – trata-se de uma atitude manifestamente discriminatória.

Não é a primeira vez que foi negado o acesso ao território israelense a colaboradores do CMI. Tinha levantado muito clamor a deportação, em maio passado, de alguns membros de um grupo de trabalho sobre as mudanças climáticas, detidos no aeroporto de Tel Aviv para serem posteriormente expulsos.

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