O diálogo Luterano-Pentecostal discute metas para melhor compreender e ser testemunho

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07 Outubro 2016


Rev. Tham Wan Yee, das Assembleias de Deus na Malásia, e Rev. Dra. Cheryl Peterson, da Igreja Evangélica Luterana na América. Luteranos e pentecostais começaram um diálogo de cinco anos para buscar um melhor entendimento. (Foto: LWF / Rev. Dr. Kaisamari Hintikka)

A reportagem foi publicada por The Lutheran World Federation, 05-10-2016. A tradução é de Evlyn Louise Zilch.


Acontecem as primeiras conversas sobre tradições teológicas e espirituais

Luteranos e pentecostais começaram um diálogo de cinco anos para buscar uma melhor compreensão e testemunho comum local e internacionalmente, com conversas iniciais que ocorrem no Pacífico no Seminário Teológico da Ásia em Baguio, Filipinas, de 15 a 20 de setembro.

O diálogo tem sido um compromisso de longa data da Federação Luterana Mundial (FLM) e espera-se que o intercâmbio ajude os dois grupos a apreciarem concomitantemente suas tradições teológicas e espirituais, afirmou um comunicado do Diálogo Internacional Luterano-Pentecostal.

O tema do diálogo, que inclui representantes de várias igrejas pentecostais clássicas e igrejas-membro da FLM, é identidade cristã à luz de Lucas 4: 18-19, tendo como foco da primeira sessão, "Enviado pelo Espírito - Identidade em Cristo".

Trabalhos foram apresentados pelo Rev. Dr. William J. Samuel da Igreja Evangélica Luterana da Malásia e pelo Dr. Jean-Daniel Plüss da Missão Pentecostal Suíça, co-presidente do diálogo. O co-presidente Luterano é o Rev. Dr. Walter Altman da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil.

Membros do diálogo discutiram os trabalhos em sessões plenárias e grupos pequenos, em um esforço para melhor compreender ambos os pontos comuns e diferenças. Eles se revezaram liderando devocionais em conjunto, e celebraram juntos na Assembleia da Igreja local de Baguio e na Igreja Luterana de Santo Estêvão.

O grupo visitou o Seminário Teológico Luterano em Baguio, os membros do diálogo também se encontraram com os professores e líderes locais luteranos e pentecostais para falar sobre suas respectivas igrejas e ministérios.

O diálogo nos ajuda a entendermos um ao outro

Em declarações para a LWI, a Rev. Dra. Cheryl Peterson, da Igreja Evangélica Luterana na América, disse que ambos os lados têm estereótipos do outro que precisam ser abordados, mas que seu foco mútuo em Cristo lhes dá uma base sólida sobre a qual discutir a maneira que proclamam as boas novas.

"Nós não apenas discutimos nossas diferenças teológicas, mas também oramos juntos, pedindo a Deus para nos ajudar a crescer mais no nosso testemunho de Cristo e de serviço para um mundo necessitado", disse Peterson, professora associada de teologia sistemática no Seminário Luterano da Trindade, em Columbus, Ohio.

Peterson, que participou de diálogos com os católicos romanos, observou que o pentecostalismo é um movimento muito mais jovem – com cerca de 100 anos – mas é o segmento de mais rápido crescimento do cristianismo, particularmente no Sul global.

"O diálogo pode nos ajudar a compreender melhor esta expressão de rápido crescimento do cristianismo, especialmente importante à luz de nosso histórico duvidoso de mais formas baseadas na experiência do cristianismo", acrescentou.

Quando luteranos se envolveram com os cristãos carismáticos ou pentecostais no passado, Peterson disse que foi, em grande parte, a fim de criticá-los por focar em experiências não mediadas do Espírito, e sobre a cura, a vitória sobre o pecado e versões do evangelho da prosperidade.

"Eu argumentei no meu trabalho que nós luteranos não só temos algo para compartilhar com os pentecostais, temos algo a aprender com este movimento de renascimento e renovação em prol da missão de Deus no mundo, mas antes que possamos compartilhar ou aprender com essa tradição, precisamos compreendê-la melhor", enfatizou.

Expressões de unidade são vitais

Por sua parte, o Rev. Tham Wan Yee das Assembleias de Deus na Malásia, encontrou o diálogo cordial, auxiliado pelas histórias pessoais sobre o que significa ser luterano ou pentecostal no mundo de hoje.

Yee, que é presidente do Seminário Teológico da Ásia-Pacífico, onde o diálogo foi realizado, indicou que ele sentiu que ambas as tradições têm histórias como movimentos que nunca quiseram destruir a unidade da igreja.

“O desafio é que somos diferentes em pontos da história no desenvolvimento de nossos movimentos", acrescentou Yee.

Olhando para a próxima rodada de conversas daqui há um ano, Yee disse: "Há muito mais compreensão e a primeira rodada ajudou a aproximar-nos juntos como amigos e criou confiança entre nós pessoalmente".

Tais conversações entre luteranos e pertencentes do movimento pentecostal são importantes hoje, acrescentou. "Em um mundo globalizado, as expressões de unidade no corpo de Cristo tornam-se ainda mais vitais para o testemunho cristão ao mundo. E, nós temos muito em nossas tradições que podem enriquecer-se mutuamente".

Sua urgência foi ecoada pelo secretário-geral assistente da FLM para as relações ecumênicas, o Rev. Dr. Kaisamari Hintikka, que concluiu: "É bom saber que este diálogo, que é de grande importância para muitas das nossas igrejas-membro, é finalmente uma realidade".

O próximo encontro em Wittenberg

A próxima reunião do diálogo ocorrerá em setembro de 2017, em Wittenberg, na Alemanha, onde o tema será "... e ele me ungiu para anunciar..." (Lc 4, 18). Em 2018, discussões na América Latina vão se concentrar sobre o tema "... boas novas aos pobres...". Em 2019, o diálogo segue na África e o tema será "liberdade, recuperação e libertação...".

O comunicado afirmou que em 2020 o diálogo vai lançar um documento comum, baseado na obra que for concluída na identidade cristã.

Um aspecto da missão da FLM é testemunhar com outros cristãos. Seu trabalho ecumênico é realizado principalmente através de diálogos, incluindo um diálogo trilateral (menonitas e católicos romanos) e três outros diálogos bilaterais em curso (anglicanos, ortodoxos, e católicos).

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