Cimi condena massacre genocida no Peru

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10 Junho 2009

Estarrecido e solidário com o povo Awajun, que vive na Amazônia peruana, o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) condenou o assassinato de mais de 60 pessoas na região do Bagua e comprometeu-se a lutar “para que esse genocídio seja julgado em fóruns internacionais”.

A notícia é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação - ALC -, 09-06-2009.

“Parece impossível imaginar que, em pleno século XXI, ocorra tal massacre genocida”, assinala nota do organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Das 60 pessoas que morreram no confronto de forças policiais e manifestantes, no final de semana, 30 eram indígenas Awajun.

O massacre revela “a face mais cruel de um processo colonialista continuado e atualizado com toda infâmia e violência contra os povos originários destas terras, os povos indígenas”, assinala nota do Cimi.

Os Awajun interromperam o tráfego de rodovia, em protesto contra o Tratado de Livre Comércio do Peru com os Estados Unidos, acordo que dá entrada franca a mineradoras explorarem recursos ambientais de áreas indígenas.

O Cimi denuncia o governo do presidente Alan Garcia por aprovar leis do Tratado de Livre Comércio sem consultar os povos indígenas, como prevê a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho.

O primeiro ministro peruano, Yehude Simon, disse a comissão do Congresso que o líder indígena Alberto Pizango, acusado pelo governo de Alan Garcia de promover onda de protestos no país, teria se refugiado ontem à tarde na Embaixada da Nicarágua, em Lima, em busca de asilo.

Para a quinta-feira, foi convocada de marcha sindical em Lima. O diretor da Associação Interétnica de Desenvolvimento da Selva Peruana (Adeisp), Walter Categari, informou que a entidade representativa de 450 mil pessoas de 65 povos indígenas da Amazônia peruana dará continuidade à mobilização, com bloqueios de estradas e ocupações de instalações petrolíferas.

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