Extrativista diz que investigações de assassinatos estão muito lentas

Revista ihu on-line

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Mais Lidos

  • Para ser ouvida, a Igreja precisa mudar de método. Entrevista com Jean-Claude Hollerich, relator do próximo Sínodo

    LER MAIS
  • A Europa e a guerra da Ucrânia. Artigo de Boaventura de Sousa Santos

    LER MAIS
  • “O virtual não pode ser tudo, porque se for tudo, a vida não faz sentido”. Entrevista com Cédric Durand

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


02 Junho 2011

O diretor do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), no Pará, Atanagildo Matos, manifestou preocupação com a demora nos resultados da investigações sobre o assassinato de José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo Silva, no último dia 24, em Nova Ipixuna, sudeste do Pará.  Atanagildo considera o assassinato do agricultor Erenilton Pereira dos Santos, maranhense, 25 anos, cujo corpo foi encontrado no final da manhã de sábado, 28, a sete quilômetros do assentamento, uma afronta à Polícia Civil do Estado.  "É estranho que oito dias após os assassinatos as autoridades não tenham listas dos criminosos e dos prováveis mandantes", disse Atanagildo, ao afirmar que acompanhou o casal até o Ministério Público Federal, em Marabá, para denunciar madeireiras e carvoarias no assentamento.  "Infelizmente, dias depois a Sema do Pará autorizava e as empresas voltavam a funcionar".  Segundo ele, a polícia tem vários nomes para investigar.

A reportagem é de Evandro Côrrea e publicada pelo jornal O Liberal, 02-06-2011.

Na tarde de segunda-feira, 30, os policiais que investigam a morte do casal afirmaram que a morte de Erenilton Pereira dos Santos foi um acerto de contas envolvendo tráfico de drogas.  "Ele também não era testemunha da morte do casal de extrativistas", disse o delegado Silvio Maués, embora colonos que moram no assentamento afirmem o contrário.  Ele teria visto os pistoleiros fugindo em uma motocicleta de cor vermelha, momentos após o duplo homicídio.  "Não podemos descartar essa hipótese.  A polícia precisa esclarecer as causas do crime", afirmou em nota a Comissão Pastoral da Terra, que acompanha o caso em Marabá.

O representante do Ministério Público Federal (MPF) na Comissão Nacional de Combate à Violência no Campo, procurador regional da República José Elaeres Marques Teixeira, esteve em Nova Ipixuna e Marabá para verificar as providências em relação ao assassinato de José Cláudio e Maria do Espírito Santo.  A comissão se reuniu com várias autoridades, entre as quais os delegados das polícias Civil e Federal e os promotores de Justiça de Marabá, que prometeram dar celeridade ao caso.  Para José Elaeres, todas as autoridades demonstraram empenho em solucionar o caso.  "Fiquei muito satisfeito de ver o trabalho dos colegas de primeira instância, André Raupp e Tiago Rabelo, no combate à extração ilegal de madeira na região.  Eles já haviam determinado há algum tempo a instauração de inquérito pela Polícia Federal para apuração dos crimes ambientais na área e, logo depois do homicídio do casal, solicitaram investigações para apurar a relação do assassinato com os crimes investigados", explicou o procurador.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Extrativista diz que investigações de assassinatos estão muito lentas - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV