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29 Mai 2011


A norma culta, a linguagem falda e a escrita em suas incessantes reinvenções e adequações é o tema de capa da revista IHU On-Line desta semana.

Para o linguista Luiz Carlos Cagliari, professor adjunto da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, ao analisarmos os históricos da língua portuguesa em diferentes contextos, percebemos que o idioma não é um conjunto "rígido e imutável de regras, mas uma somatória de sistemas linguísticos".

Na opinião do professor emérito da Universidade Federal do Paraná – UFPR, Carlos Faraco, é preciso oferecer aos estudos a chance de abrirem os horizontes em seu processo de aprendizado da linguagem. Enquanto seres de linguagem, o mundo ganha sentido semioticamente, e não há conhecimento fora das linguagens, acrescenta.

Marcos Bagno, doutor em filologia e língua portuguesa, professor da UnB, acredita que a discussão sobre as variações linguísticas dos livros do MEC reflete a falta de conhecimento da mídia, e não existe uma polêmica sobre o uso da língua portuguesa.

As educadoras Conceição Paludo e Rita de Cássia Machado acentuam que a celeuma em relação aos livros do MEC coloca em questão a responsabilidade do professor em estar atento a seus conteúdos e em denunciar o problema.

Para Cátia Fronza, professora da Unisinos, trata-se de uma polêmica exagerada. Os livros didáticos que apresentam "erros" estão demonstrando os diferentes tipos de linguagem, e não lhes fazendo uma apologia. Não existe um inconveniente em apresentar essas variações da língua, argumenta.

Os filósofos Alfredo Culleton e Adriano Naves de Brito, ambos docentes na Unisinos, analisam a linguagem a partir do ponto de vista da filosofia.

Em uma entrevista realizada pelo filósofo brasileiro Roberto Lauxen, a Conservadora dos Arquivos de Paul Ricoeur, Catherine Goldenstein, relembra aspectos da convivência com o amigo filósofo e sua esposa, Simone.

A direita financeira midiática e os limites da democracia é o título do artigo do jornalista Bruno Lima Rocha, docente da Unisinos.

Por sua vez, Paulo Brack, professor da UFRGS, comenta o filme Oceanos, a ser exibido no próximo sábado, 04-06-2011, no IHU.

Nesta edição também é debatida a assim chamada "reforma da Reforma" litúrgica. Andrea Grillo, professor de liturgia na Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma, Thomas Reese, jesuíta americano, ex-diretor da revista America, Erico Hammes e Luiz Carlos Susin, professores e pesquisadores da PUCRS, contribuem no debate.

A revista IHU On-Line, nas versões html, pdf e "versão para folhear", estará disponível nesta página, segunda-feira, a partir das 16h.

A versão impressa circulará na terça-feira, a partir das 8h, no câmpus da Unisinos.

A todas e todos, uma ótima leitura e excelente semana!

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