GT de Conhecimentos Tradicionais vai apurar utilização de patrimônio genético brasileiro

Mais Lidos

  • Jesuíta Reese sobre Trump: Um desastre para os Estados Unidos e para o mundo inteiro

    LER MAIS
  • Modelo analítico do Norte Global para compreender o recrudescimento de novos autoritarismos não pode ser padronizado para nossa região do mundo, pondera a pesquisadora. Heterogeneidades de cada país devem ser levadas em consideração, observando a extrema-direita do Sul Global a partir do Sul Global

    O Sul Global como laboratório de investigação sobre a extrema-direita. Entrevista especial com Tatiana Vargas Maia

    LER MAIS
  • Inteligência Artificial: Por uma Transformação Humanística da Universidade. Artigo de Carl Raschke

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

27 Novembro 2012

O Grupo de Trabalho (GT) sobre Conhecimentos Tradicionais da 6ª Câmara de Coordenação e Revisão (6ª CCR), dedicada à temática de populações indígenas e comunidades tradicionais, instaurou inquérito civil público na sexta-feira, 23 de novembro, para fiscalizar o respeito ao patrimônio genético brasileiro.

A informação é publicada pelo sítio do MPF – Ministério Público Federal, 26-11-2012.

Segundo a portaria que instituiu a abertura do procedimento, o inquérito civil público pretende “investigar o desenvolvimento e a comercialização de produtos, obtidos a partir do acesso a conhecimentos tradicionais associados ao patrimônio genético nacional, por indústrias, empresas e instituições de pesquisa”. Conforme expõe o documento, a legislação brasileira define conhecimento tradicional como toda “informação ou prática individual ou coletiva de comunidade indígena ou de comunidade local, com valor real ou potencial, associada ao patrimônio genético”.

De acordo com a coordenadora do GT, a procuradora regional da República Eliana Torelly, o grupo vai fiscalizar a repartição justa e equitativa dos benefícios derivados da exploração dos componentes. Torelly conta que empresas de cosméticos e medicamentos têm interesse na utilização dessas informações, como em relação a plantas medicinais, mas nem sempre compartilham os benefícios com as comunidades detentoras do conhecimento primário.

“A partir desse inquérito civil, vamos começar a requisitar informações aos órgãos públicos responsáveis. Queremos tomar ciência de patentes de produtos que utilizem ativos da biodiversidade e verificar se o desenvolvimento desses produtos obedeceram a legislação sobre esse acesso”, explicou. Por meio dessas ações, o GT quer estabelecer parcerias com os órgãos governamentais que regulam o relacionamento entre empresas e comunidades e verificar se os direitos das comunidades tradicionais estão sendo respeitados.