Martini: face a face com quem não crê

Mais Lidos

  • “Muitos homens pensam que perder a dominação sobre as mulheres é uma perda da sua própria masculinidade, o que não é verdade. Um homem pode ser homem, ter seus valores e nem por isso precisa dominar mulheres, crianças ou pessoas de outras etnias”, diz a socióloga

    Feminicídio: “A noção de propriedade é profunda”. Entrevista especial com Eva Alterman Blay

    LER MAIS
  • Trump enfrenta uma guerra mais longa do que o esperado no Irã, com problemas no fornecimento de munição e armas

    LER MAIS
  • “É fundamental não olharmos apenas para os casos que chocam pela brutalidade, mas também para as violências cotidianas que atingem mulheres e meninas, que muitas vezes são naturalizadas e invisibilizadas”, adverte a assistente social

    Combate à violência contra as mulheres: “Essa luta ainda é urgente”. Entrevista especial com Cristiani Gentil Ricordi

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

24 Janeiro 2012

Neste último ano, o cardeal Carlo Maria Martini trabalhou dia após dia na escrita de um pequeno livro. Ele tem por título Il vescovo [O bispo]. Estará nas livrarias na sexta-feira 27 janeiro (Rosenberg & Sellier, 92 páginas).

A reportagem é do jornal Corriere della Sera, 22-01-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Faz parte de um projeto dessa editora de Turim que poderia ser resumido assim: "curar as palavras" doentes do nosso tempo para voltar ao seu significado mais pleno. E "bispo" é uma delas.

Martini repercorre, também com notas autobiográficas, o longo caminho que leva um religioso ao significativo encargo. Ele não excluiu dessas páginas nem a etimologia da palavra, nem a análise da jornada do bispo, nem os vícios que podem perturbar a sua missão, nem o fato de que, para além das relações com os fiéis, ele é chamado a enfrentar as relações com as más línguas ou com o mundo midiático. Ele também analisa a relação com outras fés ou com os não crentes, relação essa já indispensável.

A conclusão é aberta ao presente e responde à pergunta: "Que perfil um bispo deveria ter hoje?". Além da intervenção de Franco Giulio Brambilla (bispo recém-eleito de Novara), apresentamos uma prévia de um trecho do livro de Martini. São as páginas que se referem aos contatos com os não crentes e um parágrafo das páginas dedicadas aos pobres.