Yara Caznock e as Semânticas do Mistério a partir da experiência da música

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18 Julho 2012

YaraA professora e doutora em música Yara Borges Caznock, da UNESP/SP, ministrará o minicurso “Semânticas do Mistério na Música. Audição comentada de três concertos de Beethoven”. Essa atividade acontecerá dia 02 de outubro, durante a programação de abertura do XIII Simpósio Internacional IHU: Igreja, Cultura e Sociedade. A semântica do Mistério da Igreja no contexto das novas gramáticas da civilização tecnocientífica.

A nota é de Luís Carlos Dalla Rosa, doutor em teologia.

Yara é natural de Cornélio Procópio, PR. Em entrevista concedida à IHU on-line (2009), Yara relata que é a segunda de quatro filhas de uma família bastante unida e que, na sua formação musical, teve a presença marcante dos pais. A mãe era professora de música e o pai gostava muito de música, principalmente por ópera. Nesse contexto familiar, diz Yara, “desde cedo, nunca tive dúvida do que eu queria ser na vida; só poderia ser professora de música”.

Sobre sua formação, Yara relata ainda que estudou música e francês. O estudo de línguas era importante, diz ela, por que “queria entender como era a sonoridade de outros idiomas e o jeito das culturas pensarem”. Mas, sua grande paixão sempre foi a música. Em sua própria cidade natal, começou o curso de Música e, ao mesmo tempo, o de Letras (Francês). Após concluir o curso de Letras, mudou-se para São Paulo, para dar continuidade à graduação em Música. No início dos anos 80, surgiu a oportunidade de estudar em Paris, onde Yara estudou cravo e se aprofundou na língua francesa. Quando retornou ao Brasil, passou a lecionar em faculdades e encaminhou seu mestrado e doutorado, pois seu ideal era ser professora.

Nas disciplinas que administra, Yara conta que procura “mostrar o pensamento musical em termos de comunicação e história para abrir profissionalmente o horizonte dos alunos. Trabalho com estudantes de licenciatura, com compositores regentes e alguns instrumentistas”. Ela compreende que cada estudante é um universo. Por isso, diz a professora, “lido com questões pessoais, indecisões que marcam o período da graduação. Não vejo o ensino apenas como uma forma metodológica, tento ter um relacionamento de orientação pessoal com os alunos.” Destaca-se também seu trabalho de assessoria ao Programa Santa Marcelina, que trabalha com música em comunidades da periferia de São Paulo. “Esse é o programa dos meus sonhos”, diz Yara, pois “reúne educação musical, inclusão social e o cuidado com os valores humanos”.

Para a professora Yara, a música emana um sentido em que “a vida é uma benção, um milagre e que só pode vir de Deus. Ter consciência disso é o maior presente que uma pessoa pode ter, porque aí tudo ganha significado. Quando escuto, quando me emociono parece que eu pego a vida no sentido dela: o que é estar vivo, o que é ter vindo para o mundo. Isso só acontece quando estou com outras pessoas; é diferente de quando ouço música sozinha. Mesmo quando preparo as aulas, as audições, sempre tem a presença imaginária de outras pessoas. Jamais consigo analisar uma música para mim e pensar: não vou mostrar isso para ninguém. O outro já está implicado imediatamente quando eu começo a trabalhar uma obra. Estar com o outro tem um significado muito forte para mim. São momentos de ápice de intensidade de vida. Por isso que eu gosto cada vez mais de música”.

Desse modo, através da música, a professora Yara procura disseminar seu sonho de “que a educação volte a ter como eixo os valores humanos, que o ser humano seja o eixo das ações educativas. Fico muito triste com a desvalorização das pessoas nos relacionamentos, a degradação nas relações de convivência. Não tenho outro sonho e nunca perco a esperança que a educação consiga valorizar esse acolhimento, esse momento de comunicação que um ser humano precisa ter com o outro; somos diferentes, mas o outro tem tanto valor quanto eu. Esse exercício e essa prática da tolerância é algo que vou, o tempo todo, esperar. Enquanto puder, num pequeno universo, disseminar essa ideia, farei, seja por meio da música ou por outros objetos que sejam intermediários nesse relacionamento humano.”

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