“Por favor, não me vede os olhos, dispare de frente para que possa vê-lo e perdoá-lo”

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Por: Jonas | 23 Setembro 2013

Fazem 40 anos do assassinato do sacerdote missionário Joan Alsina, no Chile. Por este motivo, o bispo de Girona, dom Francesc Pardo i Artigas, celebrou, hoje, uma Missa em sua memória, na Basílica de Santa Maria de Castelló d’Empuries, sua terra natal. Além das autoridades do povo, participaram da missa sacerdotes companheiros de formação do missionário, como também o delegado de missões de Girona, Ricard Sarrá.

 
Fonte: http://goo.gl/Kx2qSI  

A reportagem é publicada no sítio Religión Digital, 19-09-2013. A tradução é do Cepat.

Durante a cerimônia, foi exposto um quadro de Joan, pintado por um dos fiéis de Castelló, com uma dupla imagem dele, de seminarista e de sacerdote, mostrando duas etapas de sua vida, tendo como fundo a América do Sul, uma espiga e uma cruz.

Após a Missa, em frente à basílica, na praça que lhe foi dedicada em sua terra natal, a Praça Joan Alsina, ocorreu um ato em homenagem a este admirável castelloní, a cargo das autoridades locais. Neste ato, o prefeito valorizou o que significa a figura de Joan para a vida do povo e os valores que este representa para cada um dos habitantes. Há 40 anos, no Chile, Joan Alsina exercia seu ministério sacerdotal na paróquia Santo Inácio de São Bernardo e era chefe de pessoal do Hospital São João de Deus. Alsina, um dos três espanhóis assassinados pela ditadura de Pinochet, dois deles sacerdotes, nasceu em Castelló d’Empuries, Girona, e tinha 31 anos no momento de sua morte.

No dia 11 de setembro de 1973, horas após ocorrer o golpe, pediu a seus amigos da Igreja que, caso fosse detido, que não fizessem nada por ele, porque “queria compartilhar a sina dos trabalhadores”; de forma que apareceu em seu trabalho, no Hospital de São João de Deus, como num dia normal, e ali foi detido.

Após a captura, foi golpeado, torturado e deixado inconsciente. Depois, foi levado para o Internato Nacional Barros Arana, e mais tarde para Ponte Bulnes, que cruza o rio Mapocho, na região noroeste da capital chilena, onde foi fuzilado por ordem de López Almarza com sete disparos.

O soldado que o matou, o recruta Nelson Bañados, que mais tarde se suicidou, atormentado por ter cometido este crime, declarou que o sacerdote lhe disse: “Por favor, não me vede os olhos, dispare de frente para que possa vê-lo e perdoá-lo”.

Seu corpo apareceu no Instituto Médico Legal de Santiago, no dia 27 de setembro de 1973. Foi sepultado no dia seguinte, no Cemitério Paroquial de São Bernardo.