Novo documento da Igreja alemã pelo compromisso social

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28 Junho 2013

No Kirchentag ecumênico de 2010, em Munique, na Alemanha, as cúpulas de ambas as Igrejas o haviam anunciado. Mas depois os bispos católicos tinham tergiversado. Agora, especialistas foram chamados para elaborar um documento pelo compromisso social das Igrejas. No entanto, eles o estão fazendo a portas fechadas – provocando a irritação da base.

A reportagem é de Wolfgang Kessler, publicada no sítio Publik-forum.de, 17-05-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

É verdade que o projeto tem como título Sozialinitiative (Iniciativa Social). Assim como o documento sobre a economia e o compromisso social de 1997, as Igrejas querem fornecer à sociedade uma orientação crítica sobre os problemas sociais e ecológicos importantes. O texto, que deve ter uma função de impulso, deve ser publicado após as eleições, portanto presumivelmente em meados de outubro próximo. Essa é a parte positiva da notícia.

Mas muitos cristãos não ficarão muito contentes com a forma pela qual essa iniciativa social está sendo levada adiante. Enquanto o documento de 1997 foi elaborado em um processo de consulta que durou um ano e do qual toda a sociedade podia participar, o novo texto está sendo elaborado a portas fechadas apenas por especialistas.

E isso apesar do fato de que em ambas as Igrejas há uma multiplicidade de iniciativas sobre problemas sociais e ecológicos. As associações femininas católicas defendem uma política familiar adequada. O Movimento dos Empregados Católicos (Katholisce Arbeitnehmer-Bewegung) pede em alta voz uma economia justa e sustentável. A Associação da Juventude Católica (Bund der Deutschen Katholischen Jugend) defende fortemente uma política voltada a todas as gerações com propostas inquietantes: renda mínima, freio à dívida, imposto sobre os bens de luxo.

Dentro da Igreja Evangélica, é defendida uma iniciativa por um "crescimento diferente". Um grupo ecumênico faz propaganda para um "retorno à vida", como sinal de uma reviravolta. Pessoas envolvidas em diaconias, na Cáritas e nas Igrejas estão envolvidas nessas iniciativas.

Com um compromisso tão difundido na base, é decepcionante que as cúpulas das Igrejas façam com que o texto seja escrito teoricamente pelos seus conselheiros. O grande perigo é que um texto como esse seja principalmente expressão de equilibrismos e seja esquecido logo após a sua publicação.

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