Descarte de embriões traz risco de "coisificar o ser humano", diz CNBB

Revista ihu on-line

Metaverso. A experiência humana sob outros horizontes

Edição: 550

Leia mais

Caetano Veloso. Arte, política e poética da diversidade

Edição: 549

Leia mais

Mulheres na pandemia. A complexa teia de desigualdades e o desafio de sobreviver ao caos

Edição: 548

Leia mais

Mais Lidos

  • A fantasia de Deus. Leonardo Boff e o Espírito Santo

    LER MAIS
  • A crise energética, a escolha europeia, e a “reviravolta russa”. Artigo de José Luís Fiori

    LER MAIS
  • As feridas cada vez mais abertas. As acusações da Unicef e da Oxfam

    LER MAIS

Newsletter IHU

Fique atualizado das Notícias do Dia, inscreva-se na newsletter do IHU


11 Mai 2013

Um dia após o CFM (Conselho Federal de Medicina) divulgar as novas regras para a reprodução assistida, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) alertou para o risco de "coisificar o ser humano" com o descarte dos embriões excedentes.

A informação é publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 10-05-2013.

A nova norma do CFM estabelece que, após cinco anos congelados, os embriões poderão ser descartados se essa for a vontade dos pais. Outras possibilidades são a doação para outros casais e para a pesquisa ou a manutenção dos embriões congelados.

"O legítimo desejo de ter um filho não pode se transformar no direito absoluto de ter esse filho, ao ponto de se autorizar (...) o emprego da produção de embriões para se escolher apenas alguns. Nisso, o risco de se coisificar o ser humano aparece evidente", diz o texto de dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB.

Dom Leonardo defende a aprovação de uma lei sobre a reprodução assistida --regulada apenas por resoluções do CFM, que têm força de lei apenas para o médico.

"O Brasil ainda não elaborou uma lei que expresse o pensar ético e democrático quanto ao tema. Porém, não se trata de elaborar uma lei às pressas, haja vista que a reprodução assistida envolve sérias questões éticas, ainda não debatidas em outros âmbitos da legislação brasileira."

A resolução também limitou a idade máxima a 50 anos para a mulher se submeter às técnicas da reprodução assistida, deixou claro que casais do mesmo sexo podem se beneficiar dos procedimentos e regulamentou a doação de óvulos de pacientes mais novas em troca do custeio de parte de seu tratamento de fertilização.

Comunicar erro

close

FECHAR

Comunicar erro.

Comunique à redação erros de português, de informação ou técnicos encontrados nesta página:

Descarte de embriões traz risco de "coisificar o ser humano", diz CNBB - Instituto Humanitas Unisinos - IHU

##CHILD
picture
ASAV
Fechar

Deixe seu Comentário

profile picture
ASAV