Occupy Central. O cardeal de Hong Kong se entrega à polícia

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04 Dezembro 2014

O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong Kong, deixa a delegacia de polícia no dia 3 de dezembro. Zen ficou na delegacia por uma hora, documentando o seu envolvimento no movimento Occupy Central. (CNS/Francis Wong)

O cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong Kong, juntou-se aos organizadores do movimento de desobediência civil que se entregaram à polícia na quarta-feira, na esperança de pôr fim à campanha atual de ocupação que dura mais de dois meses.

Zen permaneceu na delegacia de polícia por uma hora. Assim que saiu, pediu às pessoas que rezassem pela democracia na cidade.

A reportagem é de Francis Wong, publicada por Catholic News Service, 03-12-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

O movimento Occupy Central, campanha de desobediência civil para bloquear estradas na região central de negócios, iniciou-se com Benny Tai Yiu-ting, professor associado de Direito na Universidade de Hong Kong, e com Chu Yiu-ming, pastor batista, no desejo de forçar os governos de Hong Kong e chinês a permitirem uma democracia verdadeira na cidade. Os manifestantes dizem que as autoridades governamentais escolheram a dedo os candidatos para a eleição de 2017 ao poder Executivo da cidade de Hong Kong.

No final de novembro, Zen escreveu em seu blog que lutar pela democracia pode ser uma longa jornada, mas que “um milagre pode acontecer, como aquele em que Davi atira uma pedra para derrotar Golias. Ninguém esperava que o Muro de Berlim iria cair, de repente, 25 anos atrás”.

O cardeal, de 82 anos, é um apoiador do movimento Occupy Central. No último mês de junho lançou-se numa campanha para pedir que mais pessoas se juntassem a um referendo não oficial em busca de reformas democráticas.

Benny Tai também se entregou à polícia no dia 3 de dezembro. Ao deixar a delegacia, contou a jornalistas que chegou a hora de promover uma educação cívica em diferentes plataformas, em vez de continuar com a ocupação.

Recentemente, os manifestantes e a polícia terminaram em um confronto violento. Muitos acadêmicos disseram que a polícia usou força excessiva para abrir as estradas.