Luta contra a Máfia. Arcebispo italiano propõe que durante 10 anos os padrinhos de batismo sejam abolidos

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03 Julho 2014

Dom Giuseppe Fiorini Morosini quer conter o sistema de apadrinhamento usado pelos chefes da máfia para difundir suas influências e autoridade.

A informação é publicada pelo jornal The Guardian, 01-07-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Um arcebispo italiano propôs uma moratória de 10 anos na nomeação de padrinhos numa tentativa de conter a forma como os chefes da máfia usam o sistema de apadrinhamento para difundir suas influências e autoridade na geração seguinte.

Dom Giuseppe Fiorini Morosini, arcebispo da cidade de Reggio Calabria, no sul da Itália, falou com o Papa Francisco sobre esta proposta durante o fim de semana, quando esteve em Roma. Em nota publicada segunda-feira, o religioso disse que o pontífice pediu aos bispos da Calabria para discutirem a ideia e enviar a ele uma proposta por escrito.

Os padrinhos são nomeados quando se batiza um recém-nascido; eles prometem ajudar na educação da criança dentro do credo católico. Fiorini Morosini disse que, ao menos na Calabria, os padrinhos são mais “pontos de referência” e amigos da máfia do que modelos de vivência religiosa.

A Calábria é o lar do sindicato do crime organizado ‘Ndrangheta, considerado a máfia mais poderosa da Itália. Assim como no filme O Poderoso Chefão, que mostrava a influência dos “padrini” na máfia siciliana, também os laços sanguíneos, o casamento e os padrinhos ajudam a tecer os laços apertados do clã que mantêm a ‘Ndrangheta quase impenetrável a pessoas de fora.

Dom Fiorini Morosini disse que escreveu ao papa propondo abolir a nomeação de padrinhos por 10 anos para “evitar a exploração da Igreja e de seus sacramentos por parte da ‘Ndrangheta. O papa não aceitou inicialmente a proposta, mas pareceu ter repensado o assunto após visitar Calabria no mês de junho e ver a realidade local, falou o arcebispo.

Durante a visita do pontífice no dia último dia 21, ele fez a sua mais forte denúncia contra o crime organizado, excomungando todos os mafiosos por sua “adoração do mal”. Durante uma reunião em março com as vítimas da máfia em Roma, Francisco advertiu os mafiosos de que eles se arriscam irem para o inferno caso não se arrependerem.

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