“Não à tentação de julgar a todos, inclusive a Deus”, disse o Papa Francisco

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Por: André | 01 Abril 2014

Francisco alerta para a “tentação de julgar a todos, inclusive a Deus”. Além disso, indicou que existe o risco de nos sentirmos “supostos videntes”. Para evitá-lo, é preciso perguntar-se “como está o nosso coração” e reacender “em nós o dom recebido do Batismo”. Não devemos agir como os “fariseus”, afastar de nós os “comportamentos que não são cristãos, para caminhar decididamente pelo caminho da santidade”: “Todos somos cristãos, mas todos às vezes temos comportamentos que não são cristãos”, destacou o Papa durante o Angelus deste domingo na Praça São Pedro, para uma multidão de cerca de 50.000 fiéis reunidos. Nós anulamos uma boa obra com as “fofocas”, disse Francisco, que comentou o Evangelho do cego de nascença, retomando as ideias expressas em sua audiência com 8.000 cegos e surdos-mudos.

A reportagem é de Giacomo Galeazzi e publicada no sítio Vatican Insider, 30-03-2014. A tradução é de André Langer.

O que o evangelista quer mostrar, explicou o Papa no Angelus, “não é o milagre em si”, mas “o que acontece depois, as discussões que suscita”. “Muitas vezes – explicou Francisco – uma boa obra, uma obra de caridade suscita discussões e murmurações. Porque há muitos que não querem em nossos dias, quando se faz uma boa obra”. “Enquanto o cego se aproxima gradualmente da luz – destacou Bergoglio –, os doutores da lei, ao contrário, se afundavam cada vez mais em sua cegueira interior. Fechados em sua presunção, acreditavam já ter a luz, e por isto não se abriram à verdade de Jesus. Fizeram de tudo para negar a evidência”.

E esse fechamento torna-se agressivo, e “desemboca na expulsão do Templo do homem curado”. Entre o cego que se aproxima pouco a pouco da fé e os fariseus que questionam a identidade do homem curado e negam inclusive a ação de Deus na cura, o Papa indica que devemos escolher o cego de nascença, vivendo uma vida “similar à do cego que se abriu à luz, a Deus e sua graça. Mas às vezes, infelizmente, é como a dos ‘doutores da lei’: do alto de nosso orgulho julgamos os outros, e até o Senhor! Hoje somos convidados a nos abrir à luz de Cristo para dar frutos, para eliminar os comportamentos que não são cristãos. Todos somos cristãos, mas todos às vezes temos comportamentos que não são cristãos, que são pecado e devemos nos arrepender disso”. Por isso, exortou Bergoglio, devemos “eliminar os comportamentos não cristãos para caminhar decididamente pelo caminho da santidade. Esta tem sua origem no Batismo”.

Por isso, o Papa aconselhou todos os fiéis: “Voltando para suas casas, peguem o Evangelho de João e leiam o capítulo 9. Fará bem a todos. E nos questionemos como está o nosso coração: aberto ou fechado para Deus e o próximo? Sempre todos nós temos algum fechamento provocado pelo pecado, pelos equívocos, pelos erros”. Francisco conclui dizendo: “Não tenhamos medo! Não tenhamos medo! Abramo-nos à luz de Deus! Ele nos espera sempre, nos espera sempre para fazer-nos ver melhor, para dar-nos mais luz, para perdoar-nos. Não nos esqueçamos disso: ele nos espera sempre”.

Ao final do Angelus, Bergoglio saudou as famílias, os grupos paroquiais, as associações e os fiéis presentes na Praça São Pedro.

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