Chaouqui acusa Balda: “Foi ele que fez tudo; eu tentei detê-lo”

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Por: André | 04 Novembro 2015

A italiana Francesca Chaouqui, detida junto com o padre espanhol Lucio Ángel Vallejo Balda por subtrair documentos reservados do Vaticano, disse à imprensa italiana que foi este quem vazou os documentos, assim como algumas gravações do Papa.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 03-11-2015. A tradução é de André Langer.

Chaouqui, ex-relações públicas e que foi membro da extinta comissão de investigação dos organismos econômicos e administrativos da Santa Sé, COSEA, disse em uma entrevista que “foi ele que fez tudo; eu tentei detê-lo”.

“Não tenho nada a ver com corvos. Demonstrarei a minha inocência. Estou tranquila, me sinto bem com minha consciência. Contei somente a verdade a quem está investigando o caso do vazamento de documentos na cúria”, acrescentou Chaouqui.

O Vaticano comunicou a prisão durante o final de semana de ambos no marco de uma investigação pelo vazamento de documentos e outros materiais considerados reservados. A ex-conselheira do COSEA ficou em liberdade, mas à disposição do promotor de Justiça do Vaticano, Gian Piero Milano, por ter colaborado. O padre espanhol encontra-se ainda preso.

Vallejo Balda foi secretário da comissão de investigação dos organismos econômicos e administrativos da Santa Sé e a imprensa italiana explica que foi ele quem introduziu Chaouqui nos ambientes vaticanos.

Em uma conversa publicada pelo Corriere della Sera, Chaouqui reitera que foi o monsenhor quem quis “metê-la em confusão” e assegura sobre o Vaticano: “Aqui se respira uma atmosfera tensa”. “Respira-se uma atmosfera de foice no escuro, sobretudo por causa de nomeações que aconteceram, pois o monsenhor primeiro esperava ser secretário da Secretaria de Economia e depois revisor-geral da Santa Sé”, acrescenta Chaouqui, referindo-se a Vallejo Balda.

Chaouqui declarou em uma entrevista anterior que é amiga do jornalista Gianluigi Nuzzi, um dos autores dos dois livros que serão publicados esta semana em 23 países e nos quais são incluídos documentos e informações vazadas pelos, de novo, chamados “corvos” do Vaticano.