Papa Francisco ao Congresso dos EUA: ''Eis quatro grandes estadunidenses''

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25 Setembro 2015

O presidente Abraham Lincoln, o líder antirracista Martin Luther King, a ativista social Dorothy Day, o monge Thomas Merton: são quatro grandes norte-americanos cuja memória deve ser honrada e que o Papa Francisco citou no seu discurso ao Congresso dos EUA.

A reportagem é do sítio do jornal La Repubblica, 24-09-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Apesar da complexidade da história e da realidade da fraqueza humana'', exortou o pontífice, "esses homens e mulheres, com todas as suas diferenças e os seus limites, foram capazes, com duro trabalho e sacrifício pessoal, alguns à custa da própria vida, de construir um futuro melhor. Deram forma a valores fundamentais que permanecerão para sempre no espírito do povo norte-americano".

Abraham Lincoln (1809-1865)

Foi o 16º presidente dos Estados Unidos da América e o primeiro a pertencer ao Partido Republicano. Um dos mais importantes expoentes da política do país, ele pôs fim à escravidão através da Proclamação de Emancipação (1863), que libertou os escravos nos Estados da União e, mais tarde, através da ratificação da 13ª Emenda à Constituição norte-americana, que em 1865 marcou a abolição da escravidão nos EUA. Foi assassinado pouco depois da vitória dos nortistas na Guerra de Secessão norte-americana
 
Martin Luther King (1929-1968)

Pastor protestante, político e ativista estadunidense, líder dos direitos civis. Incansável defensor da resistência não violenta, Martin Luther King lutou na linha de frente nos anos 1950 e 1960 pelo abatimento de todo tipo de preconceito étnico. Pregou o otimismo criativo do amor e da resistência não violenta, como a mais segura alternativa à resignação passiva e à reação violenta. Foi morto no dia 4 de abril de 1968, depois de ter se assomado à sacada do seu quarto de hotel, em Memphis
 
Dorothy Day (1897-1980)

Jornalista e ativista social anarquista, membro do Industrial Workers of the World estadunidense, famosa pelas suas campanhas de justiça social em defesa dos pobres e dos sem-teto, converteu-se ao catolicismo em 1927.
 
Thomas Merton (1915-1968)

Escritor e religioso estadunidense da ordem dos monges trapistas, autor de mais de 60 obras, incluindo ensaios e textos em poesia e prosa, dedicados principalmente às questões dos direitos civis, do diálogo inter-religioso e da paz.

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