Oriente Médio "precisa de justiça, não de mais armas", defende a Federação Luterana Mundial

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10 Agosto 2015

Na sua reunião de 2015, o Conselho da Federação Luterana Mundial (FLM) aprovou uma resolução sobre o Oriente Médio, expressando preocupação com a violência na região, a vulnerabilidade das minorias religiosas e outras, e o colapso do processo de paz palestino-israelense.

O texto é de Cornelia Kästner, publicado no portal The Lutheran World Federation, 03-08-2015. A tradução é de Walter Schlupp.

"A religião tem sido usada para legitimar boa parte da violência da região," diz a resolução, mencionando a situação na Síria, no Iraque e o não-resolvido conflito palestino-israelense. "Grupos religiosos têm sido atacados. Neste contexto, os esforços visando a moderação política baseada na religião estão pelejando com o crescimento do extremismo."

"A região precisa de justiça, não de mais armas", diz a resolução.

Milhões de deslocados e refugiados

A resolução também menciona os milhões de pessoas deslocadas que procuraram refúgio na Jordânia, Turquia e outros países. "Esses países hospedeiros não têm como manter indefinidamente esse nível de acolhimento", afirma ela.

A FLM está ajudando as pessoas afetadas por todos esses conflitos. No norte do Iraque, a FLM ajuda as pessoas deslocadas da área de Sinjar, que agora estão vivendo em campos de refugiados e comunidades de acolhimento em Dohuk, bem como em igrejas na capital jordaniana, Amã.

Na Jordânia, a FLM vem apoiando os refugiados da Síria no campo de refugiados Za'atari e em comunidades de acolhimento vizinhas. Mais de 80.000 pessoas, muitas delas crianças, foram forçadas a essa prolongada situação de refugiadas. Como a guerra na Síria entra em seu quinto ano, o futuro delas é incerto.

A resolução também menciona o conflito palestino-israelense, que há 67 anos se arrasta sem solução. "Na última guerra de Gaza, ano passado, mais de 2.000 pessoas foram mortas, a maioria das quais eram civis palestinenses; 490 desses civis eram crianças ", consta na resolução.

Necessidades extremas

Quando a violência eclodiu em Gaza, em agosto de 2014, o Hospital Augusta Victoria, administrado pela FLM, enviou para Gaza duas equipes médicas voluntárias, totalizando seis médica/os e seis enfermeiro/as para cuidar do crescente número de pessoas feridas no conflito com Israel. A equipe do hospital incluía especialistas em medicina de emergência, tratamento intensivo, cirurgia, medicina interna e pediatria, com acompanhamento de enfermagem especializada. A equipe também levou suprimentos médicos e remédios altamente necessários. Cinco hospitais e 34 clínicas tinham sido fechadas em Gaza devido à situação de insegurança.

A equipe médica contou histórias angustiantes sobre a situação em Gaza durante o bombardeio. "Há pessoas dormindo ao nosso redor no hospital, nos pisos, nos corredores, pessoas sem-teto, sem esperança, sem nenhuma família. A única coisa que os voluntários no hospital conseguem fazer é limpar o sangue do chão. Só se sente cheiro de sangue", escreveu uma enfermeira.

Igrejas solicitadas a empenhar-se na causa

O Hospital Augusta Victoria também criou um setor com 12 leitos cirúrgicos adicionais e quatro leitos de tratamento intensivo para atender feridos e pacientes com câncer, encurralados em Gaza.

Na sua resolução, o Conselho da FLM insta a comunidade internacional a "resolver conflitos da região por meio de negociação, em vez de mais violência." Ele conclama as igrejas-membro a "empenhar-se junto a seus governos no sentido de garantir o envolvimento construtivo e enfrentar as causas do sofrimento humano, em vez de tratar apenas seus efeitos."

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