''Eucaristia para os divorciados em segunda união? Proposta impossível'', afirma Dom Gänswein

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22 Julho 2015

"É verdade que nem todos os erros vem da Alemanha, mas o ponto em questão certamente sim: há 20 anos, João Paulo II, depois de uma longa e difícil negociação, não aceitou que os cristãos recasados pudessem ter acesso à Eucaristia. Ora, não podemos ignorar o seu magistério e mudar as coisas." É o que afirma o prefeito da Casa Pontifícia e secretário do Papa Emérito Bento XVI, Dom Georg Gänswein, em uma entrevista à agência Zenit, sobre o Sínodo sobre a família que será realizado em outubro e, em particular, sobre a situação dos casais "irregulares" e do nó da comunhão aos divorciados em segunda união.

A reportagem é do sítio Vatican Insider, 20-07-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Por que alguns pastores – pergunta-se Dom Gänswein – querem propor o que não é possível? Eu não sei. Talvez, cedem ao espírito do tempo, talvez se deixam guiar pelo aplauso humano causado pela mídia? Ser crítico contra a mídia certamente é menos agradável. Mas um pastor não deve decidir com base nos aplausos ou não da mídia; a medida é o Evangelho, a fé, a sã doutrina, a tradição."

"Um desafio do Sínodo – observa Dom Gänswein – certamente são os cristãos que se encontram em uma situação matrimonial teologicamente chamada de 'irregular'. Quer dizer, pessoas que se divorciaram e voltaram a se casar civilmente. Devemos ajudá-las, certamente, mas não de modo redutivo. É importante se aproximar delas, criar contato e mantê-lo, porque elas são membros da Igreja como todos os outros, não são expulsas, muito menos excomungadas. Elas devem ser acompanhadas, mas há problemas em relação à vida sacramental. Devemos ser muito sinceros – disse –, tanto por parte da Igreja, quanto por parte dos fiéis que vivem nessa situação. Não se trata apenas de dizer: 'Podem ou não podem'. E, aí, a meu ver, se deveria abordar de modo positivo."

"A questão do acesso à vida sacramental – acrescenta – deve ser abordada de modo sincera com base no magistério católico. Espero que, nos meses de preparação antes do Sínodo, se apresentem propostas que ajudem e sirvam para encontrar as respostas certas para tais desafios tão pesados."

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