Prevista na Constituição, taxação de grandes fortunas é possível

Mais Lidos

  • A Europa é arrastada para operações militares em uma guerra que considera ilegal

    LER MAIS
  • “Muitos homens pensam que perder a dominação sobre as mulheres é uma perda da sua própria masculinidade, o que não é verdade. Um homem pode ser homem, ter seus valores e nem por isso precisa dominar mulheres, crianças ou pessoas de outras etnias”, diz a socióloga

    Feminicídio: “A noção de propriedade é profunda”. Entrevista especial com Eva Alterman Blay

    LER MAIS
  • "Vamos parar antes que seja tarde demais". O discurso de Pedro Sánchez, presidente do governo da Espanha

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 19 Junho 2015

Proporcionalmente, os pobres seguem pagando mais impostos do que ricos no Brasil. Qualquer voz que se levante contra essa injustiça tributária pode ser alvo de inúmeros ataques da elite do País. A taxação das grandes fortunas é o único dos sete tributos federais previstos nas Constituição que ainda não foram regulamentados por nenhuma lei.

A reportagem é de Igor Carvalho e publicada pelo portal da CUT, 17-06-2015.

Projeto para fazer valer a Constituição existe. A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) é autora de duas matérias que incidem sobre o tema. Uma delas cria a Contribuição Social Sobre Grandes Fortunas e a segunda determina que veículos aéreos e aquáticos sejam, também, alcançados pelo Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).

A parlamentar fala da dificuldade de se legislar sobre o assunto. “Há muito lobby do poder econômico dentro do Congresso Nacional, visto que boa parte das Legislaturas são financiadas por grandes empresas nas eleições. A proposta de contribuição sobre grandes fortunas não é mais um imposto para o trabalhador e, sim, aos mais ricos”, afirma Jandira, que protesta contra a desigualdade do sistema. “A realidade é que o sistema tributário no Brasil é muito injusto e os milionários não admitem contribuir de forma compatível ao patrimônio. No final das contas, contribuem muito pouco ao Estado. É a máxima da acumulação do capital, sem compromisso público.”

O projeto que cria a Contribuição Social Sobre Grandes Fortunas já está pronto para ir ao plenário da Câmara para ser votado. Já a chamada “PEC do Helicóptero”, que determina que proprietários de aeronaves e veículos aquáticos paguem o IPVA, ainda está em processo de coleta de assinaturas. O gabinete de Jandira já conseguiu a adesão de 171 parlamentares.

A Contribuição Social Sobre Grandes Fortunas alcançaria 50 mil brasileiros e renderia aos cofres públicos mais de R$ 14 bilhões, segundo Jandira. Os recursos seriam destinados para o Fundo Nacional de Saúde.

O imposto sugerido por Jandira trabalharia com nove faixas de patrimônio, sendo que o piso são para fortunas avaliadas em R$ 4 milhões.