Arquidiocese do México investigará conduta dos superiores legionários frente aos abusos sexuais

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08 Julho 2020

A Arquidiocese da Cidade do México se encarregará de investigar uma “possível negligência” entre os superiores dos Legionários de Cristo, frente as denúncias de abusos sexuais cometidos pelo ex-padre Fernando Martínez Suárez.

A reportagem é de David Ramos, publicada por ACI Prensa, 06-07-2020. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Em diálogo com a ACI Prensa, neste 06 de julho, Javier Rodrígues, diretor de Comunicações da Arquidiocese da Cidade do México, destacou que “a petição da Congregação dos Legionários de Cristo, por recomendação da Nunciatura Apostólica, e com o fim de fortalecer a investigação que realizam as autoridades eclesiais sobre o caso de Fernando Martínez, foi pedido ao Vicariato Judicial da Arquidiocese da Cidade do México para fazer uma investigação para esclarecer as eventuais responsabilidades que possam existir e assim se favoreça o caminho de reparação das vítimas e sobreviventes”.

Fernando Martínez Suárez foi acusado no início de maio de 2019 de ter abusado de crianças na década de 1990, quando dirigia o Instituto Cumbres, em Cancún (México), escola a cargo dos Legionários de Cristo.

Em um documento publicado em 22 de novembro de 2019, depois de uma investigação de seis meses, os Legionários de Cristo confirmaram que Martínez Suárez abusou de pelo menos seis crianças de entre 6 e 11 anos, entre 1991 e 1993.

Ademais, os Legionários de Cristo reconheceram que receberam uma denúncia contra Martínez Suárez, em 1969, por abuso de um menino e uma menina de 5 anos, em 1990. Ambos casos correspondem ao Instituto Cumbres Lomas, na Cidade do México.

As vítimas de Martínez Suárez acusaram repetidamente os superiores dos Legionários de Cristo de encobrir os abusos sexuais de Martínez Suárez.

Em 13 de janeiro de 2020, o papa Francisco aprovou a demissão do estado clerical de Fernando Martínez Suárez, porém segue pertencendo aos Legionários de Cristo.

Em um e-mail de 5 de julho, que a ACI Prensa teve acesso, o núncio apostólico no México, dom Franco Coppola, informou que “o Tribunal Arquidiocesano do México, foi oficialmente encarregado de levar adiante uma investigação por possível negligência na atuação de alguns Legionários, relacionados com o caso de Fernando Martínez Suárez”.

Dom Coppola pediu que “todas as pessoas que tem informações em relação com este caso e que queiram colaborar para que se faça justiça” entrem em contrato com o padre Andrés García Jasso, vigário judicial da Arquidiocese do México através Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Em comunicado à ACI Prensa, Pablo Pérez de la Veja, diretor do Escritório de Comunicação dos Legionários de Cristo no México, disse que a congregação religiosa agradece à Arquidiocese do México por aceitar sua petição de que se designe “um juiz de um tribunal eclesiástico independente para examinar a atuação dos superiores legionários que em seu momento atenderam o caso de Fernando Martínez”.

O Diretor de Comunicações da Arquidiocese da Cidade do México disse à ACI Prensa que ao encerrar a investigação “será entregue um relatório detalha” aos Legionários de Cristo e à Nunciatura Apostólica. “Seria decisão deles difundir ou não a investigação”, afirmou.

Em um informe publicado em dezembro de 2019, os Legionários de Cristo admitiram que desde sua fundação, em 1941, “175 menores de idade foram vítimas de abusos sexuais cometidos por um total de 33 padres da Congregação”.

Este relatório incluiria os casos de Martínez Suárez assim como os de “pelo menos 60 menores de idade” abusados pelo fundador dos Legionários de Cristo, o padre Marcial Maciel, já falecido.

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