Cardeal: a primeira pergunta que Deus faz não é sobre orientação sexual, mas sobre o cuidado com os pobres

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21 Janeiro 2020

"A pergunta primeira é: Como lidamos com as demais pessoas? É essa a pergunta que Deus nos faz", diz o cardeal Schönborn. A sua acolhida que a administração diocesana dá à comunidade LGBTQ é uma mostra de que o cardeal reconhece a importância da identidade sexual e de gênero na vida das pessoas. 

A reportagem é de Robert Shine, publicado por New Ways Ministry, 17-01-2020. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Um cardeal-arcebispo defendeu a sua participação em um evento de arrecadação de fundos para o tratamento de pacientes portadores de HIV-Aids dizendo que a primeira pergunta que Deus faz não diz respeito à orientação sexual da pessoa, mas de como ela trata as outras pessoas.

Alguns membros da ala conservadora da Igreja criticaram o prelado de Viena, Dom Christoph Schönborn, depois que ele participou de um evento que buscou angariar fundos para o tratamento de pacientes de HIV-Aids, chamado “Believe Together”, ocorrido na catedral da cidade e organizado por ativistas LGBTQs. Schönborn disse à revista alemã Die Furche que o evento buscou angariar fundos como uma forma de ajudar uma clínica de tratamento de pessoas portadores de HIV-Aids na África do Sul, a qual, segundo ele, presta acompanhamento primeiramente a vítimas homoafetivas. Ele, no entanto, reconheceu os laços estreitos que há entre a homossexualidade e a Aids:

“Trabalhar com o [ativista gay] Gery Keszler é também um sinal, para mim, de que, de fato, precisamos atuar juntos nesta questão. A preocupação com os portadores de Aids foi o foco desta noite, em um evento que aconteceu pela terceira vez na nossa catedral. Acho que é uma iniciativa muito acertada. Tenho ciência de que o modo certo de lidar com a homossexualidade é uma questão social e também da Igreja. Aqui advogo com grande ênfase que não olhemos, por primeiro, para a questão da orientação sexual, mas sim para a questão humana. A pergunta primeira é: Como lidamos com as demais pessoas? É essa a pergunta que Deus nos faz. Não é a única, mas a primeira. O grande discurso evangélico em Mateus não pergunta sobre a orientação sexual, mas diz: Eu estava com fome e vocês me deram de comer, eu estava sem roupa, e me vestiram. É assim que vejo estas iniciativas de arrecadação de fundos na catedral destinada a quem sofre de Aids”.

Não devemos interpretar mal a resposta de Schönborn. Este religioso não está sugerindo, como alguns líderes eclesiásticos acham, que a orientação sexual deva ser minimizada ou ignorada. Schönborn é um aliado. É a terceira vez que a iniciativa de arrecadação de fundos é realizada na catedral, e o cardeal-arcebispo fala com orgulho de sua amizade com Keszler.

A sua acolhida que a administração diocesana dá à comunidade LGBTQ é uma mostra de que o cardeal reconhece a importância da identidade sexual e de gênero na vida das pessoas. Sem mitigar a importância do tema, Schönborn pode lembrar, com credibilidade, que o mais importante para Deus – e, portanto, o que deveria mais importar para nós – é se tratamos ou não uns aos outros, especialmente os pobres e oprimidos, com amor.

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