Papa pede para não se refugiar na rigidez dos Mandamentos

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07 Fevereiro 2017

Os rígidos têm “medo” da liberdade que Deus nos dá, têm “medo do amor”, afirmou o Papa Francisco na sua homilia da missa matutina celebrada na Capela da Casa Santa Marta. O Pontífice destacou que o cristão é “escravo” do amor, não do dever, e convidou os fiéis para não se esconderem na “rigidez” dos Mandamentos.

A reportagem é publicada por Rádio Vaticano, 06-02-2017. A tradução é de André Langer.

“És tão grande, Senhor”. O Santo Padre desenvolveu sua homilia a partir do Salmo 103, um “cântico de louvor” a Deus por suas maravilhas. E observou que “o Pai trabalha para fazer esta maravilha da criação e para fazer com o Filho esta maravilha da recriação”. O Bispo de Roma recordou também que, certa vez, uma criança lhe perguntou o que Deus fazia antes de criar o mundo. “Amava”, foi sua resposta.

Abrir o coração, não refugiar-se na rigidez dos Mandamentos

Por que, então, Deus criou o mundo? “Simplesmente para compartilhar a sua plenitude – afirmou Francisco –, para ter alguém a quem dar e com o qual compartilhar a sua plenitude”. E na recriação, Deus envia o seu Filho para “reorganizar”: faz “do feio, bonito; do erro, verdade; do mau, bom”.

“Quando Jesus disse: ‘O Pai sempre age; também eu atuo sempre', os Doutores da Lei se escandalizaram e queriam matá-lo por isso. Por quê? Porque não sabiam receber as coisas de Deus como um dom! Somente como justiça: ‘Estes são os Mandamentos. Mas são poucos, vamos fazer mais. E ao invés de abrir o coração ao dom, esconderam-se, procuraram refúgio na rigidez dos Mandamentos, que eles tinham multiplicado por 500 vezes ou mais… Eles não sabiam receber o dom. E o dom somente se recebe com a liberdade. E esses rígidos tinham medo da liberdade que Deus nos dá; tinham medo do amor”.

O cristão é escravo do amor, não do dever

O Papa disse que por esta razão no Evangelho está escrito que “depois que Jesus disse isso: ‘Queriam matar Jesus’. Por isso – acrescentou – “porque Ele disse que o Pai fez esta maravilha como dom. Receber o dom do Pai!”

“E por isso hoje louvamos o Pai: ‘És grande, Senhor! Eu te quero tanto, porque me deste este dom. Salvaste-me, me criaste’. E esta é a oração de louvor, a oração de alegria, a oração que nos dá a alegria da vida cristã. E não aquela oração fechada, triste, da pessoa que não sabe receber um dom porque tem medo da liberdade que um dom sempre traz consigo. Somente sabe fazer o dever, mas o dever fechado. Escravos do dever, mas não do amor. Quando você se torna escravo do amor, está livre! Esta é uma bela escravidão! Mas eles não entediam isso”.

Perguntemo-nos como recebemos o dom da redenção e do perdão de Deus

Eis as “duas maravilhas do Senhor”, disse também Francisco, “a maravilha da criação e a maravilha da redenção, da recriação”. E se perguntou: “Como eu recebo essas maravilhas?”

“Como eu recebo isto que Deus me deu – a criação – como um dom? E se o recebo como um dom, amo a criação, protejo a criação? Porque foi um dom! Como recebo a redenção, o perdão que Deus me deu, o fazer-me filho com o seu Filho, com amor, com ternura, com liberdade ou me escondo na rigidez dos Mandamentos fechados, que sempre são mais seguros – entre aspas –, mas não dão alegria, porque não o tornam livre. Cada um de nós pode perguntar-se como vive essas duas maravilhas: a maravilha da criação e ainda mais a maravilha da recriação. E que o senhor nos faça entender esta grande coisa e nos faça entender aquilo que Ele fazia antes de criar o mundo: amava! Que nos faça entender o seu amor por nós e que nós possamos dizer, como dissemos hoje, ‘És tão grande Senhor! Obrigado, obrigado!’ Vamos adiante assim”.

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