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A Ecofeira Unisinos teve sua primeira atividade do ano de 2019 realizada na última quarta-feira (13/03). A oficina de Plantas Medicinais, ministrada pela bióloga MS Denise Schnorr, deu o pontapé inicial da programação cultural da feira para o início do semestre. As oficinas com Denise serão divididas em quatro partes durante o semestre, nas quais ela discorrerá desde o cultivo até a melhor forma de aplicação dessas plantas.

Nesta primeira Oficina, Denise trouxe aos participantes um retrospecto histórico das políticas públicas relacionadas às plantas medicinais nas esferas mundial, nacional e estadual. De acordo com a bióloga, foi na década de 1970 que começaram a surgir movimentos mundo à fora que atentassem para o estudo e preservação dessas plantas. Um exemplo é o Programa de Medicina Tradicional criado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) visando a criação de políticas públicas que integrassem a medicina tradicional e a medicina complementar alternativa.

A discussão sobre tratamentos fitoterápicos e alternativos à farmacologia tem aumentado ao longo desses 50 anos de implementação de políticas públicas na área, mas ainda assim é pouco abrangente. Mesmo no ambiente acadêmico pouco se fala e estuda sobre as plantas medicinais, segundo Denise. Justamente por isso a necessidade de expandir esses conhecimentos à comunidade acadêmica da Unisinos e visitantes.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) disponibilizou em seu site, uma lista de plantas reconhecidas para uso medicinal. Cada uma das plantas foi estudada meticulosamente e após a comprovação de seus benefícios entraram na lista de medicinais da ANVISA. Todo esse conteúdo está disponível à população, mas poucos sabem dessas informações.

O foco das oficinas é justamente ensinar a identificação, manejo e a finalidade de plantas para tratamentos fitoterápicos e também mostrar como essas plantas podem estar acessíveis à população. Nas próximas edições da oficina, Denise Schnorr trará ao grupo discussões sobre o cultivo, o uso e a preservação dessas plantas a partir das diretrizes da ANVISA. O próximo encontro será no dia 10/04, quarta-feira, às 12h30min, na sala Ignácio Ellacuría e Companheiros, no campus da Unisinos São Leopoldo.

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O Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, tem reunido dados sobre as realidades do Vale do Sinos e Região Metropolitana de Porto Alegre, com o objetivo de analisar as políticas públicas e sociais implementadas. Parte-se do entendimento de que as políticas se constituem em mediações de enfrentamento às desigualdades e vulnerabilidades sociais constitutivas das realidades. 

Com esse intuito, o texto a seguir mostra dados do Índice de Vulnerabilidade Social - IVS do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - Ipea concernentes a grupos populacionais de mulheres de 10 a 17 anos que tiveram filho e/ou são chefes de família. Esse segmento populacional se constitui de crianças e adolescentes que, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, necessitam ser protegidos. Contraditoriamente, à medida que assumem a maternagem, assumem o compromisso de protetores.

Brasil

O indicador que calcula a porcentagem de mulheres de 10 a 17 anos que tiveram filho no país considera a razão entre o número de mulheres de 10 a 17 anos de idade que tiveram filhos e o total de mulheres nessa faixa etária. Se comparados os anos de 2000 e 2015, observa-se uma diminuição de 30%. Todavia, a partir do ano de 2011, esse grupo populacional aumentou sua representação, chegando a 2,61% em 2014 e, apesar de no ano seguinte chegar a 2,45%, esse registro ainda se encontra num nível mais alto que aquele encontrado quatro anos atrás.

InfográficoPercentual de mulheres de 10 a 17 anos que tiveram filhos no Brasil (2000, 2010-2015)

A população de mulheres adolescentes que são chefes de família e que possuem pelo menos um filho menor de 15 anos de idade residindo no domicílio cresceu 104% entre os anos de 2000 e 2015.Em termos absolutos, pode-se dizer que enquanto no ano de 2000 essa população era de 3.719.923 mulheres, em 2015 passou a ter 7.599.206 pessoas do sexo feminino. Destaca-se também o salto de 98% no número de mulheres chefes de família no decênio 2000-2010. Por fim, apesar da queda de 6% entre os anos de 2010 e 2011, a partir deste último observa-se uma tendência de crescimento anual.

InfográficoPopulação de mulheres chefes de família e com filhos menores de 15 anos no Brasil (2000, 2010-2015)

Rio Grande do Sul

A porcentagem relativa de mulheres de 10 a 17 anos que tiveram filho no estado possui um nível historicamente menor se comparada com o percentual do país. Não obstante, a oscilação de um ano para o outro é maior no Rio Grande do Sul do que no Brasil. Nota-se que entre o biênio 2012-2014 houve um crescimento de 58%, isto é, passando de 1,31% em 2012 para 2,07% em 2014. Já o ano de 2015 registrou que 1,58% das mulheres de 10 a 17 anos tiveram filho, e embora tenha havido queda em relação ao ano anterior, este valor ainda se encontra mais alto que o do ano de 2012.

InfográficoPercentual de mulheres de 10 a 17 anos que tiveram filhos no RS (2000, 2010-2015)

Da mesma forma que observado no país, o estado registrou um salto de 93% na população de mulheres que são chefes de família e que possuem pelo menos um filho menor de 15 anos de idade residindo no domicílio. Os anos seguintes mantêm um patamar acima de 400 mil pessoas do sexo feminino, chegando a 454.815 em 2014. Embora tenha sido registrada uma queda de 11,6% na população entre os anos de 2014 e 2015, o número de mulheres deste último ano é quase duas vezes maior que o do ano de 2000.

InfográficoPopulação de mulheres chefes de família e com filhos menores de 15 anos no RS (2000, 2010-2015)

Região Metropolitana de Porto Alegre

A porcentagem relativa de mulheres de 10 a 17 anos que tiveram filho encontra-se em um nível historicamente maior na Região Metropolitana de Porto Alegre se comparada com o percentual do estado. Em 2015, 1,66% das mulheres com essa faixa etária tiveram filho. Esse valor, por mais que seja 51% menor que o registro do ano de 2000, possui um crescimento de 17% se comparado com o ano de 2012.

InfográficoPercentual de mulheres de 10 a 17 anos que tiveram filhos na RMPA (2000, 2010-2015)

No período compreendido entre 2011 e 2015, o número de mulheres consideradas chefes de família e que possuíam pelo menos um filho menor de 15 anos de idade residindo no domicílio sempre se manteve maior que 180 mil pessoas. Em 2014, esse indicador chegou a registrar 204.306 mulheres chefes de família na região. 

InfográficoPopulação de mulheres chefes de família e com filhos menores de 15 anos na RMPA (2011-2015)

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No mês de março comemora-se o Dia Internacional da Mulher. O início deste processo foi demarcado “por fortes movimentos de reivindicação política, trabalhista, greves, passeatas e muita perseguição policial”. Desta forma este dia “simboliza a busca de igualdade social entre homens e mulheres, em que as diferenças biológicas sejam respeitadas, mas não sirvam de pretexto para subordinar e inferiorizar a mulher”. (BLAY et al., 2001).

O “Boletim Especial sobre as Mulheres no Mercado de Trabalho”, produzida pelo Observatório Unilasalle: Trabalho, Gestão e Políticas Públicas, apresenta os dados gerais, bem como a participação da força de trabalho feminina no mercado formal de trabalho. Para isso recorre-se a categorização ao nível de setor econômico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este material é elaborado a partir dos dados disponibilizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) por meio da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS). As informações dizem respeito aos anos de 2008, 2016 e 2017, este, último dado divulgado. Como recorte metodológico selecionou-se cinco regiões geográficas (Brasil, Rio Grande do Sul, Região Metropolitana de Porto Alegre, os municípios de Canoas e São Leopoldo) para realizar a pesquisa, da mesma forma que se escolheu os níveis de escolaridade: médio completo e superior completo, para análise.

Nesta edição busca-se saber informações sobre a quantidade de vínculos, sobre a variação em comparação ao ano anterior e em 10 anos, a participação do trabalho das mulheres, a remuneração e a proporção da remuneração das mulheres sobre o total. Espera-se com material visualizar o papel das mulheres no mercado de trabalho formal no sentido de problematizar a contribuição da força de trabalho feminina, assim como se colocar em diálogo com gestor público, o setor produtivo (empresários e trabalhadores), com a sociedade organizada e a comunidade acadêmica. A expectativa é encontrar leitores atentos, ao mesmo tempo, em que se possa contribui para o aumento do bem-estar de toda a comunidade.

Acesse aqui o boletim completo.

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Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA referentes ao Índice de Vulnerabilidade Social - IVS revelam tendências provocadoras em relação à realidade de alguns grupos populacionais da Região Metropolitana de Porto Alegre - RMPA. Dentre elas, a diminuição da esperança de vida ao nascer, o crescimento da população jovem vulnerável, bem como o aumento da mortalidade de crianças até um ano de idade. 

Conforme a Política Nacional de Assistência Social - PNAS, as pessoas em situação de vulnerabilidade social possuem alguma forma de privação, como a ausência de renda, acesso precário ou nulo aos serviços públicos, assim como a fragilização de vínculos afetivos – relacionais e de pertencimento social. 

A vulnerabilidade social, segundo a PNAS, pode atingir famílias e indivíduos através da perda ou fragilidade de vínculos de afetividade, pertencimento e sociabilidade; ciclos de vida; identidades estigmatizadas em termos étnico, cultural e sexual; desvantagem pessoal resultante de deficiências; exclusão pela pobreza e ou no acesso às demais políticas públicas; uso de substâncias psicoativas; diferentes formas de violência advinda do núcleo familiar, grupos e indivíduos; inserção precária ou não inserção no mercado de trabalho formal e informal; estratégias e alternativas diferenciadas de sobrevivência que podem representar risco pessoal e social. Desta forma, o Estado e a sociedade devem garantir a proteção social por meio da corresponsabilidade da manutenção e fortalecimento dos vínculos entre os indivíduos.

Rio Grande do Sul

A taxa de mortalidade representa o número de crianças que não deverão sobreviver ao primeiro ano de vida em cada mil crianças nascidas vivas. Para o Rio Grande do Sul, observa-se que a taxa de 2015 (10,88) é menor que a do ano de 2000 (16,71). Todavia, o valor registrado em 2015 é ligeiramente maior que o ano anterior. Ademais, a taxa de mortalidade de até um ano de idade para as crianças do sexo masculino fechou, no mesmo ano, em 11,01, valor maior que a taxa para o sexo feminino, contabilizada em 10,77.  

InfográficoTaxa de mortalidade até 1 ano de idade a cada mil nascidos vivos no Rio Grande do Sul 

Por mais que a população vulnerável de 15 a 24 anos do estado tenha diminuído de 606.809 para 243.194 se comparados os anos de 2000 e 2015, percebe-se que ela voltou a crescer 5% entre os anos de 2014 e 2015. Em termos absolutos, pode-se dizer que em apenas um ano 11.629 jovens a mais entraram em situação de vulnerabilidade. Esta situação é caracterizada por jovens que residem em domicílios com renda per capita igual ou inferior a meio salário mínimo. Se desagregado este dado, pode-se concluir que, em 2015, dos 243.194 jovens em situação vulnerável, 129.956 eram mulheres e 113.238 eram homens, isto é, pessoas do sexo feminino representam 53% desta população. 

InfográficoPopulação vulnerável de 15 a 24 anos no Rio Grande do Sul

A esperança de vida ao nascer para o estado no ano de 2015 foi de 77,44 anos de idade, 4,22 anos maior que o registro do ano 2000. A expectativa para as mulheres é um pouco maior que o valor registrado para os homens, sendo 77,45 e 77,41 anos de vida, respectivamente. Todavia, entre o período 2000-2015, a esperança de vida para os homens foi a que apresentou o maior aumento percentual: 3,7%.

InfográficoEsperança de vida ao nascer no Rio Grande do Sul

Assim como a população jovem vulnerável, o número de habitantes que residem em domicílios vulneráveis à pobreza, ou seja, com renda per capita igual ou inferior a meio salário mínimo e com idoso apresentou um aumento de 28,4% em apenas um ano. Em termos absolutos, entre os anos de 2014 e 2015, este estrato populacional passou de 50.172 para 64.433 pessoas, respectivamente. Deste último registro, 32.608 eram mulheres e 31.825 eram homens. 

InfográficoPopulação em domicílios vulneráveis e com idoso no Rio Grande do Sul

Região Metropolitana de Porto Alegre 

A taxa de mortalidade de crianças até um ano de idade na região foi de 10,22 para o ano de 2015. Este foi o primeiro aumento desde o ano de 2012. A taxa para crianças do sexo masculino cresceu de 9,8 em 2014 para 10,3 em 2015, representando um aumento de 5%. Para as crianças do sexo feminino, a taxa de mortalidade passou de 9,73 em 2014 para 10,14 em 2015, contabilizando um aumento de 4,2%.

InfográficoTaxa de mortalidade até 1 ano de idade a cada mil nascidos vivos na Região Metropolitana de Porto Alegre 

A população vulnerável de 15 a 24 anos registrou um aumento de 2.870 pessoas entre os anos de 2014 e 2015. Este crescimento foi ocasionado em grande parte pela população do sexo masculino, que representou 97% destes quase 3 mil jovens a mais em situação de vulnerabilidade. Não obstante, a população vulnerável de mulheres é historicamente maior entre o período analisado. Desta forma, a região fechou o ano de 2015 com uma população de 76.627 jovens sem proteção social.

InfográficoPopulação vulnerável de 15 a 24 anos na Região Metropolitana de Porto Alegre

A esperança de vida para os moradores da região registrou sua primeira queda em 2015 após três anos de crescimento. Assim, a expectativa passou para 78,16 anos de idade. Esta tendência de queda pode ser observada na desagregação por sexo. Os homens possuíam esperança de vida de 78,56 anos em 2014 e 78,14 em 2015. Já as mulheres passaram de 78,40 em 2014 para 78,17 anos de idade em 2015.

InfográficoEsperança de vida ao nascer na Região Metropolitana de Porto Alegre

A população em domicílios vulneráveis e com idoso passou de 11.960 pessoas em 2014 para 18.208 em 2015. Os homens representaram 57% deste aumento. Entretanto, da mesma forma que a população de jovens em situação de vulnerabilidade, as mulheres estão em patamares historicamente maiores que os homens também nessa categoria.

Infográfico: População em domicílios vulneráveis e com idoso na Região Metropolitana de Porto Alegre

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O Observatório das realidades e das políticas públicas do Vale do Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, promoverá entre 01 a 25 de abril a "Exposição itinerante: políticas públicas na Região Metropolitana de Porto Alegre. Alguns dados para a análise e o debate". A exposição tem como objetivo promover a análise e o debate das realidades da Região Metropolitana de Porto Alegre por meio de dados a respeito da demografia, educação, mobilidade, moradia, proteção social, política, saúde, segurança e trabalho. A exposição ainda tem como propósito contribuir nos processos de planejamento, monitoramento, avaliação e controle social das políticas públicas.

Exposição

01 a 17 de abril: Espaço Luis Fernando Verissimo - Unisinos Campus Porto Alegre

18 a 25 de abril: em frente ao Instituto Humanitas Unisinos - Unisinos Campus São Leopoldo

Ciclo de debates

A Exposição compõem a programação do "Ciclo de debates - Políticas Públicas no atual contexto brasileiro". O evento acontecerá diante do cenário atual que impõe inúmeras adversidades, além de (re)pensar as políticas públicas no atual contexto, debatendo os principais desafios e possibilidades torna-se uma tarefa urgente. A institucionalização da austeridade fiscal como paradigma político e corte de gastas no orçamento público para áreas como educação e saúde, impõem a necessidade uma profunda discussão sobre os impactos destas políticas no cenário brasileiro.

A programação completa do evento pode ser acessada aqui

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Dados do Atlas da Violência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada - IPEA revelam uma realidade alarmante em relação à população jovem: o número de homicídios de pessoas com idade entre 15 e 29 anos aumenta a cada ano. Só no Vale do Sinos, o número de mortes de cidadãos nessa faixa etária aumentou 20% entre os anos de 2003 e 2016. Essa tendência também aparece nos dados relativos ao Rio Grande do Sul e à Região Metropolitana de Porto Alegre.

Confira essas informações com mais detalhes no texto abaixo:

No ano de 2016, o Rio Grande do Sul registrou 3.225 homicídios. Dentre este registro, 1.608 estão relacionados à morte de jovens entre 15 e 29 anos, sendo 92% ou 1.487 homicídios de homens e 8% ou 121 homicídios de jovens do sexo feminino. Este número é 69% maior que aquele registrado no ano de 2003 (1.908).

InfográficoNúmero de homicídios RS (2003-2016)

InfográficoNúmero de homicídios faixa etária de 15 a 29 anos por sexo - RS (2003-2016)

A taxa de homicídio para homens negros a cada 100.000 habitantes encontrou-se 20 pontos percentuais acima da taxa para homens não negros em 2016, sendo 68,5 e 48,9, respectivamente. Já a taxa de homicídio para mulheres não negras, também calculada por 100.000 habitantes, foi de 5,21, número ligeiramente maior que a taxa de homicídio para mulheres negras: 4,89.

InfográficoTaxa de homicídios de homens por cor, raça no RS (2003-2016)

InfográficoTaxa de homicídios de mulheres por cor, raça no RS (2003-2016)

A Região Metropolitana de Porto Alegre - RMPA registrou 1.915 homicídios em 2016. Os homicídios envolvendo a população entre 15 e 29 anos representou, no mesmo ano, 55% do total das mortes registradas na região e 32% dos homicídios contabilizados no estado. Em 2004, por exemplo, os jovens com essa faixa etária representavam 58% do total de homicídios na região. Ademais, analisando a faixa temporal 2003-2016, conclui-se que o número de homicídios de jovens aumentou 75%, passando de 599 em 2003 para 1.048 no último ano da série. 

InfográficoNúmero de homicídios na RMPA (2003-2016)

InfográficoNúmero de homicídios faixa etária de 15-29 anos na RMPA (2003-2016)

InfográficoPercentual da população jovem no total de homicídios na RMPA (2003-2016)

O Vale do Sinos contabilizou 463 homicídios em 2016. Dentre esse número, 233 eram de jovens entre 15 e 29 anos, representando 50,3% do total. Em 2008, os jovens chegaram a representar 55% do total de mortes registradas na região. Assim como a RMPA, o Vale do Sinos apresentou uma tendência ascendente no número de homicídios na população jovem. Foram 194 em 2003, passando para 233 em 2016, registrando um aumento de 20%.

InfográficoNúmero de homicídios no Vale do Sinos (2003-2016)

InfográficoNúmero de homicídios faixa etária de 15-29 anos no Vale do Sinos (2003-2016)

InfográficoPercentual da população jovem no total de homicídios no Vale do Sinos (2003-2016)

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Não vão faltar aromas nem sabores a partir desta quarta-feira, 27-02-2019, no campus da Unisinos São Leopoldo. A Ecofeira Unisinos, projeto que traz, todas as semanas, produtos agroecológicos e atividades, volta para sua edição 2019. O projeto é voltado para quem tem interesse em seguir uma alimentação mais saudável, sendo realizada em frente ao Instituto Humanitas Unisinos - IHU, no corredor central da universidade. A feira ocorre semanalmente às quartas-feiras, das 9h às 17h.

A Ecofeira Unisinos é também um espaço político de defesa à segurança alimentar, pois realiza oficinas que fazem o diálogo com a sociedade e com a comunidade universitária para tratar temas relacionados à conjuntura alimentar e nutricional. A edição deste ano levará em conta o contexto da fome, momento em que o Brasil dá passos importantes no retrocesso que pode levar o país, novamente, ao Mapa da Fome.

Além disso, a Ecofeira é um lugar importante na promoção de uma dieta saudável e orgânica, que tem se tornado um desafio cada vez maior frente às políticas de governo, uma vez que a atual presidência , em 42 dias, liberou 57 novos produtos que possuem agrotóxicos na fórmula. E, ainda, extinguiu o Conselho Nacional de Segurança Alimentar - Consea através da Medida Provisória 870, o que retrocede “no mínimo, mais de 15 anos de avanços” na política de Segurança alimentar e nutricional. “Justo num momento em que o país enfrenta uma situação de vulnerabilidade alimentar, com o aumento da fome e do consumo de alimentos ultraprocessados, gerando uma massa populacional com sobrepeso e com doenças crônicas. Essa desestruturação é reforçada pelo incentivo ao sistema alimentar baseado na monocultura, agricultura intensiva, uso de agrotóxicos e sementes transgênicas”, assevera nota do Consea-RS.

A Ecofeira é aberta à comunidade em geral e as atividades são gratuitas. Participe!

Confira a programação das atividades para o primeiro semestre de 2019:

Março

Oficina de Plantas Medicinais
Ministrante: Denise Schnorr
13 de março de 2019
Das 12h30min às 13h30min

Oficina Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) – Parte I
Ministrante: Daiani Fraporti dos Santos, Gelson Luiz Fiorentin e Marcos Augusto Mendes Rocha (PASEC)
20 de março de 2019 
Das 12h30min às 13h30min

Círculo Cultural
27 de março de 2019 
Das 13h às 14h 

Abril

Oficina sobre os Direitos de Cidadania
03 de abril de 2019
Das 12h30min às 13h30min

Oficina de Plantas Medicinais
Ministrante: Denise Schnorr
10 de abril de 2019 
Das 12h30min às 13h30min

Oficina Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) – Parte II
Ministrante: Daiani Fraporti dos Santos, Gelson Luiz Fiorentin e Marcos Augusto Mendes Rocha (PASEC)
17 de abril de 2019
Das 12h30min às 13h30min

Exibição de Cine-Vídeo
24 de abril de 2019
Das 12h30min às 13h30min

Maio

Oficina sobre os Direitos do Consumidor
08 de maio de 2019 
Das 12h30min às 13h30min

Oficina de Plantas Medicinais
Ministrante: Denise Schnorr
15 de maio de 2019 
Das 12h30min às 13h30min

Oficina Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs) – Parte II
Ministrante: Daiani Fraporti dos Santos, Gelson Luiz Fiorentin e Marcos Augusto Mendes Rocha (PASEC)
22 de maio de 2019
Das 12h30min às 13h30min

Sarau da EcoFeira
29 de maio de 2019 
Das 12h30min às 13h30min

Junho

Exibição de Cine-Vídeo
05 de junho de 2019 
Das 12h30min às 13h30min

Oficina de Plantas Medicinais
Ministrante: Denise Schnorr
12 de junho de 2019 
Das 12h30min às 13h30min

Oficina de Compostagem
Ministrante: Daiani Fraporti dos Santos, Gelson Luiz Fiorentin e Marcos Augusto Mendes Rocha (PASEC)
19 de junho de 2019
Das 12h30min às 13h30min

Círculo Cultural
26 de junho de 2019 (quarta-feira)
Das 13h às 14h

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Faltando poucas semanas para o Dia Internacional da Mulher, a Secretaria de Segurança Pública divulgou recentemente que 61.622 mulheres sofreram violência no estado do Rio Grande do Sul. Ao analisar os números de ocorrências em uma série histórica maior, que inicia em 2012, período de divulgação dos dados de violência contra a mulher no estado, os dados indicam que caíram.

InfográficoViolência contra a mulher no Rio Grande do Sul

Os casos de ameaça e lesão corporal, mesmo representando a maior parte das violências contra a mulher, se reduziram em 16,34% e 19,59%, respectivamente. Ao mesmo tempo em que diminuíram estas formas de violência, os casos de estupro aumentaram em 17,99% de 2012 a 2018, seguido dos aumentos de feminicídio tentado e feminicídio consumado, de 330 para 439. Ainda no ano passado, o Observatório da realidade e das políticas públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, havia percebido o aumento de estupro e feminicídio.

InfográficoRegistro de violência contra mulheres no Rio Grande do Sul

Na Região Metropolitana de Porto Alegre, apesar de também terem diminuído as ocorrências de violência, ainda aconteceram aproximadamente 37 casos de ameaça e 24 de lesão corporal por dia em 2018. Por outro lado, assim como no Rio Grande do Sul, os casos de estupro aumentaram em 23,50% entre 2012 e 2018, acima da média do estado, sendo que foram registrados mais de dois casos por dia no último ano. Na mesma direção, está o aumento dos casos de feminicídio, representando um aumento de 60,30%, quando comparado com 2012.

Infográfico: Violência contra a mulher na Região Metropolitana de Porto Alegre

InfográficoRegistro de violência contra mulheres na Região Metropolitana de Porto Alegre

Os 47.522 casos de violência contra a mulher na Região Metropolitana de Porto Alegre, que representou 77,12% dos casos do Rio Grande do Sul durante o ano de 2018, mostram que 130 mulheres sofreram violência por dia. A cientista social e diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública - FBSP, Samira Bueno, diz que é difícil afirmar se houve realmente uma redução de violência contra as mulheres, já que a subnotificação é extremamente elevada, principalmente nos casos de estupro. “É o crime que apresenta a maior taxa de subnotificação no mundo. Então é difícil avaliar se houve de fato uma redução da incidência”, declara Bueno.

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Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - CAGED mostram que a Região Metropolitana de Porto Alegre teve mais demissão do que contratação no ano de 2018. O saldo acumulado durante o ano foi de menos 563 postos de trabalhos, ou seja, foram 458.309 admitidos e 458.872 e desligados ao longo de 2018. Dos doze meses do ano, metade foi registrada saldo negativo na criação de postos de trabalhos.

Infográfico: Evolução dos postos de trabalhos criados na Região Metropolitana de Porto Alegre em 2018

Em dezembro de 2018, somente o município de Eldorado do Sul apresentou saldo positivo, os demais 33 municípios da região tiveram saldo negativo na criação de postos de trabalho. Apesar desses resultados negativos em 2018, é o melhor registrado desde 2015, início da crise econômica no Brasil, quando houve uma desligamento de 51.457 trabalhadores na Região Metropolitana de Porto Alegre.

Infográfico: Saldo de postos de trabalho mensal criados na Região Metropolitana de Porto Alegre em 2018

No acumulado de 2018, 14 municípios tiveram saldo positivo de postos de trabalho, com destaque ao município de São Leopoldo, que fechou o ano com 1.795 novos postos de trabalho, enquanto o município de Novo Hamburgo foi o que mais teve demissões na Região Metropolitana de Porto Alegre em 2018 (-1.882).

Infográfico: Saldo de postos de trabalho criados na Região Metropolitana de Porto Alegre em 2018

As informações captadas pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD Contínua até o terceiro trimestre de 2018 revelam que mesmo diminuindo o saldo de admitidos e desligados, a taxa de desocupação mantem-se estagnada, em relação ao segundo trimestre de 2018. A taxa da PNAD Contínua considera desocupada a pessoa com mais de 14 anos que procurou emprego e não encontrou na semana da realização da pesquisa.

Infográfico: Taxa de desocupação na Região Metropolitana de Porto Alegre em 2012-2018

Quando se analisa a desocupação por idade, observa-se que os jovens entre 14 a 17 anos, a taxa de desocupação aumentou para 47,8% no terceiro trimestre do ano, enquanto entre os de 18 a 24 anos diminuiu para 20,5%. A pesquisa ainda mostra que a taxa de desocupação das mulheres segue sendo uma das mais altas da série histórica iniciada no ano de 2012.

Infográfico: Taxa de desocupação por idade na Região Metropolitana de Porto Alegre em 2012-2018

Infográfico: Taxa de desocupação por sexo na Região Metropolitana de Porto Alegre em 2012-2018

As vagas criadas no ano de 2018 foi com 86,50% dos trabalhadores recebendo até 2 salários mínimos mensais e 78,58% dos postos de trabalhos com jornada de 41 a 44 horas semanais. Outro dado do CAGED é que na Região Metropolitana de Porto Alegre a maior parte desses empregos eram como auxiliar de escritório, vendedor e atividades de proteção e segurança.

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Apresentação

A “Oficina das bases de dados do DataSUS” é uma atividade do Observatório da Realidade e das Políticas Públicas do Vale do Rio dos Sinos - ObservaSinos, programa do Instituto Humanitas Unisinos - IHU, com o propósito de apresentar, debater e analisar os dados e as políticas públicas de saúde da Região Metropolitana de Porto Alegre.

Objetivo

Oportunizar a apresentação, o debate e a análise dos dados da realidade da saúde, apontando os desafios e as possibilidades da garantia desta política no contexto da Região Metropolitana de Porto Alegre

Programação

Dia: 24 de setembro (terça-feira)

Horário: 14h30min às 17h

Ministrante: Dra. Veralice Maria Gonçalves - Ministério da Saúde

Local: Unisinos São Leopoldo - Sala de Informática B09 008 (Escola de Humanidades)

Inscrições

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Promoção

Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos 

Instituto Humanitas Unisinos – IHU 

Observatório das Realidades e das Políticas Públicas do Vale do Sinos – ObservaSinos

Informações adicionais

  • Data do Evento 24/09/2019
  • Local do Evento Unisinos São Leopoldo - Sala de Informática B09 008 (Escola de Humanidades)