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BNDES dá R$ 1 bi para usina a carvão de Eike

Enquanto o governo federal cancelou ontem um leilão de energia porque só havia usinas térmicas a gás e a carvão, consideradas poluidoras, o BNDES concedeu à MPX, braço de energia do grupo EBX, do empresário Eike Bastita, R$ 1,038 bilhão para a construção de uma usina térmica a carvão, no Maranhão, com potência instalada de 315 megawatts (MW).

A reportagem é de Ramona Ordoñez e Eliane Oliveira e publicada pelo jornal O Globo, 10-12-2009.

O financiamento, incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), terá prazo de 17 anos e amortizado em 14 anos, segundo comunicado da MPX. A empresa terá carência para pagamento de juros e principal até julho de 2012.

O acordo prevê a divisão dos recursos em um empréstimo direto de R$ 797 milhões, ao custo de TJLP (6%) mais 2,78% ao ano; e um empréstimo indireto de R$ 241 milhões, dos quais R$ 100 milhões ao custo de IPCA mais 12,1% e 12,6% ao ano. Outros R$ 141 milhões terão custo de TJLP mais 4,5% e 5% ao ano. Durante a fase de construção os juros serão capitalizados, segundo a MPX.

Ainda em complementação aos empréstimos do BNDES, a MPX aguarda a aprovação de empréstimo de R$ 203 milhões do Banco do Nordeste do Brasil. A previsão da entrada em operação da térmica é janeiro de 2012 e a concessão será de 15 anos.

Leilão foi cancelado por falta de licença ambiental O Ministério de Minas e Energia decidiu cancelar o chamado leilão A-5, que prevê a construção de uma série de hidrelétricas para o fornecimento de energia nova, a partir de 2014. A operação seria realizada no dia 21 deste mês. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, o cancelamento pelo governo do leilão para concessão de projetos de geração elétrica não vai afetar a oferta de energia prevista para 2014. Ele explicou que o leilão que seria no dia 21 foi cancelado porque não se conseguiu licença ambiental prévia para sete usinas hidrelétricas.

Assim, o leilão seria basicamente de térmicas, com 49 usinas a gás e outras sete a carvão, com cerca de 17 mil MW ao todo.

— É uma situação paradoxal. Enquanto se tem uma quantidade enorme de térmicas com licença ambiental, não se consegue licenças para as hidrelétricas — disse Tolmasquim.

Ele explicou que além de existir um excedente de quatro mil MW para oferta de energia em 2014, na próxima segundafeira será realizado o leilão só para projetos eólicos, aumentando a oferta de energia nos próximos anos. Ele disse que a oferta de energia prevista para os próximos anos atenderá um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos no país) de 6% em 2010 e de 5% a partir de 2011 Indagado sobre o cancelamento, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que as licenças ambientais para as hidrelétricas devem sair em fevereiro. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o cancelamento do A-5 não afetará a segurança do suprimento de energia elétrica no sistema

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