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Rondônia: Líder indígena diz que povos isolados serão prejudicados por usinas do Madeira

A primeira mulher indígena eleita líder e educadores do povo Sagarana em Rondônia, Eva Canoé, disse que a construção das usinas hidrelétricas do rio Madeira, em Rondônia, prejudicará pelo menos quatro povos indígenas que ainda vivem isolados na região.  A afirmação ocorreu nesta quarta-feira (22), durante entrevista coletiva do 12° Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).  O evento iniciou na terça-feira (21) e segue até dia 25.

A notícia é de Rondoniadinamica e publicada por Amazonia.org.br, 23-07-2009.

Nenhum tesouro vale a vida de uma pessoa, muito menos de um povo inteiro.  Não somos contra nenhum progresso, mais queremos apenas viver em paz, afirma Eva Canoé ao destacar que a invasão das terras, onde serão construídas as instalações das usinas, afetaram a rotina destes indígenas.

Eva Canoé enfatizou ainda que os povos indígenas querem ser reconhecidos como cidadãos, com direitos a empregos e liberdade garantidas.

O arcebispo de Porto Velho, Dom Moacyr Grechi, destacou que é possível construir o progresso sem destruir vidas e criticou a forma como a Amazônia é tratada, sempre com jogo de interesses.  A Amazônia foi e ainda é tratada como colônia.  Os índios são perseguidos, os colonos uma hora são mandados entrar nas terras, pelo Incra e depois multados pelo Ibama, enfatiza.

A coletiva também contou com a participação do Padre Benedito Ferraro, teólogo e assessor nacional das Cebs.  Para ele, a igreja só é completa quando se preocupa com os povos.  E está é a missão do Intereclesial, conhecer a realidade dos povos da Amazônia.

A abertura do 12° Encontro Intereclesial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), na noite de terça-feira (21), em Porto Velho foi marcada pela diversidade cultural.  A presença de uma multidão de pessoas de todos os estados do Brasil e de 61 paises da América Latina lotaram a praça da Estrada de Ferro Madeira Mamoré.

Participam do Encontro mais de três mil pessoas, dentre as quais 94 representantes de 38 povos indígenas, 61 da América Latina, 32 jornalistas, 53 bispos, 35 convidados e 97 assessores.

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