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As diferenças e semelhanças entre o movimento zapatista e Oaxaca. Entrevista especial com Emilio Gennari

Emilio Gennari, tradutor dos comunicados zapatistas para a língua portuguesa desde o a insurreição do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) em 1994, e profundo conhecedor da realidade socioeconômica do México concedeu uma entrevista especial à IHU on-Line. A entrevista foi feita pelo Cepat.

Gennari analisa as relações do EZLN com a Assembléia dos Popular dos Povos de Oaxaca - APPO e a posição do movimento zapatista em relação à conjuntura política do país. Emilio Gennari trabalha como educador do Núcleo de Educação Popular - 13 de Maio (São Paulo). É autor entre outros, dos livros EZLN - Passos de uma rebeldia. São Paulo, 2ª edição, Expressão Popular, 2006 e A Questão Palestina: da Diáspora ao Mapa do Caminho. Rio de Janeiro: Achiamé, 2004. A leitura dessa entrevista acompanhada da leitura da entrevista do Subcomandante Marcos, também neste espaço permite uma esclarecedora compreensão da concepção política que move o EZLN.
 
O Sr. acaba de publicar a 2ª edição do livro “EZLN - Passos de uma rebeldia”, e conhece a fundo o movimento zapatista. Ele se aproxima do que acontece agora em Oaxaca ou tem diferenças?
 
Bom, em primeiro lugar, vale a pena resgatar um pouco da história de ambos os movimentos. O EZLN nasce em 17 de novembro de 1983, organiza suas fileiras em cerca de 10 anos de vida clandestina junto às comunidades indígenas do Estado de Chiapas, no sudeste mexicano e, em 1º de janeiro de 1994, realiza um levante armado sendo, em seguida, reconhecido como “Força Beligerante” pelo governo mexicano. A partir desta manifestação pública do movimento guerrilheiro há uma longa série de ações, de encontros e desencontros com a sociedade civil mexicana e internacional, que é relatada no livro. Fundamentalmente, o EZLN mantém sua característica de movimento político-militar, sendo que, na maior parte de sua vida pública, acaba prevalecendo o aspecto político tanto em função das opções do movimento em relação à sociedade civil, como do desenrolar da conjuntura mexicana.
 
No caso de Oaxaca, o aspecto militar é do movimento é praticamente inexistente e a própria APPO tem poucos meses de vida. Tudo começa com a repressão à greve dos professores no final do primeiro semestre de 2006. Longe de promover o fim das mobilizações, a intervenção do governador Ulisses Ruiz, consegue dar vida a uma reação inesperada: a união, o fortalecimento e o acirramento de setores organizados da população contra o seu governo. Trata-se, fundamentalmente, de um movimento reivindicatório que aglutina grupos extremamente heterogêneos da sociedade civil do estado de Oaxaca e que, apesar de ser uma importante experiência organizativa do movimento social mexicano, no momento, não tem como almejar algo que supere o afastamento do governador e o atendimento das demandas apresentadas. O poder real em Oaxaca ainda continua nas mãos da elite local, cujo maior problema é buscar uma saída que não enfraqueça suas alianças políticas institucionais ao mesmo tempo em que tenta criar as condições para reestruturar e recuperar a confiança da população na sua ordem. Apesar dos duros enfrentamentos já ocorridos, e ainda em curso, estamos longe de algo que aponte para o fortalecimento imediato de uma intervenção de caráter revolucionário no interior da realidade mexicana.
 
Por sua vez, enquanto movimento que se afirma com rosto indígena, o EZLN propõe uma mudança radical da sociedade e das relações de poder existentes acompanhada, passo a passo, pela construção de uma nova forma de fazer política a partir de baixo que já vem sendo realizada em território zapatista. Busca-se um envolvimento que, à diferença do que ocorre no sistema representativo vigente, não alije os cidadãos justo quando, após colocar os votos na urna, serão tomadas as decisões que irão definir o futuro do país e dos seus habitantes.

Qual é a relação do EZLN com a APPO, a impressão que se tem é que o movimento zapatista está um tanto distante dos acontecimentos em Oaxaca. Procede essa interpretação?
 
Seria interessante saber que tipo de apoio os portadores desta interpretação imaginam deveria ser viabilizado pelo EZLN. Desde a criação da APPO, em 17 de junho de 2006, os zapatistas estão acompanhando e apoiando o desenrolar dos acontecimentos através das organizações que aderem à Sexta Declaração da Selva Lacandona (divulgada no final de junho de 2005) e integram a que passou a ser conhecida como “a Outra Campanha”. Além de convocar expressamente todos os movimentos que simpatizam com o zapatismo, dentro e fora do México, a manifestar seu repúdio à ação governamental, as base de apoio do EZLN em Chiapas já realizaram dois dias de bloqueio das principais rodovias do Estado em 1º e 20 de novembro deste ano em solidariedade à APPO. Algo, portanto, mais consistente do que tem sido visto na média das manifestações de rua até agora corridas fora de Oaxaca.
 
Além da presença dos membros da Outra Campanha no interior da estratégia de intervenção da APPO, o EZLN não intervém diretamente nos fóruns de decisão deste movimento por duas razões: para não provocar “ruídos” no interior da APPO, o que poderia gerar rupturas no processo de unificação dos setores que a compõem e que apresentam posições bastante divergentes quanto ao entendimento e à condução do movimento; e pelo fato de que, ao manter uma proximidade maior com os diretos representantes do EZLN, a mídia e o governo ganhariam evidencias irrefutáveis para vincular o movimento popular de Oaxaca aos grupos armados existentes no México. Isso acabaria oferecendo condições mais sólidas tanto para dar continuidade à campanha de desqualificação da APPO através da mídia, como para ações repressivas mais severas que passariam a ser sustentadas na acusação da APPO estar tramando a subversão armada da ordem.
 
Apesar disso, em praticamente todos os contatos, discussões, discursos, reuniões e encontros da Outra Campanha com os movimentos que atuam nos estados mexicanos, o Subcomandante Marcos tem procurado fortalecer o apoio pacífico tanto à APPO como ao movimento de San Salvador Atenco que, bem mais antigo do que o de Oaxaca, sofreu um duro revés com a prisão de suas principais lideranças em maio deste ano. Parece-me que quem aponta um distanciamento entre o EZLN e a Assembléia Popular dos Povos de Oaxaca ou imagina possibilidades que a própria realidade revela momentaneamente inviáveis, ou desconhece e subestima o esforço diário de construir redes de apoio que o EZLN e a Outra Campanha têm despendido para pressionar as instituições do Estado mexicano rumo a um desfecho favorável à APPO.
 
Algumas análises afirmam que o EZLN teria se isolado dos demais movimentos sociais com a "Outra Campanha" que tratou Obrador e Calderón como a mesma coisa. Qual a sua opinião?
 
Como escrevi na atualização veiculada na segunda edição do livro EZLN – passos de uma rebeldia, a Sexta Declaração da Selva Lacandona faz uma opção clara pela construção de um movimento nacional e de um programa de luta que seja anticapitalista, de esquerda e construído a partir de baixo. Desde o início, esta escolha do EZLN torna-se um divisor de águas na medida em que define claramente o seu caráter e o rumo da estratégia de construção do movimento proposto pela Sexta Declaração. Isso, obviamente, acaba afastando os setores que apostavam em outras opções políticas e viam o zapatismo como um caminho para fortalecê-las e viabilizá-las. Mas, coerentemente, este só é o ponto a que o EZLN poderia ter chegado a partir de sua análise da classe política e da impossibilidade de realizar mudanças sociais consistentes pela via eleitoral da democracia representativa nos moldes em que esta se apresenta e se desenvolve na realidade mexicana.
 
A figura de López Obrador, de certa forma, traz a tona um aspecto quase inesperado pelo próprio EZLN: no meio popular, a crise no âmbito da política ainda ganha mais as feições de uma “crise de nomes” do que de falta de confiança no sistema. Os acontecimentos que antecedem a escolha de Obrador como candidato à corrida presidencial pelo Partido da Revolução Democrática (PRD) revela isso com riqueza de detalhes.
 
Pelos documentos divulgados até o momento, na avaliação do EZLN, havia a convicção de que Calderón não teria condições de ganhar as eleições e que uma fraude para torná-lo vencedor levaria o país à beira de uma convulsão social. Logo, o único a ter condições de recuperar a confiança popular na ordem capitalista, diminuir a tensão social e reafirmar as regras e limites do sistema no interior de um tímido projeto de reformas sociais, previamente acordado com setores do empresariado e da elite, seria López Obrador. Ao centrar as atenções nas críticas e ataques a este último, deu-se a impressão de que o candidato do PAN estava sendo poupado e que, no fundo, os dois eram farinha do mesmo saco, quando, na verdade, descartada a possibilidade de Calderón ganhar as eleições, na lógica de atuação do EZLN, o ataque necessariamente deveria se centrar no candidato do PRD.
 
Além disso, vale a pena resgatar o fato de que o Partido da Revolução Democrática não tem concretizado em seus atos e intervenções as supostas diferenças programáticas em relação aos demais partidos. De um lado, seus deputados e senadores deram uma contribuição fundamental para aprovar, juntamente com o PAN e com o PRI, a reforma constitucional em matéria de direitos e cultura indígena que, em 2001, traiu os Acordos de San Andrés assinados entre o Governo do presidente Ernesto Zedillo e o EZLN. Ao lado disso, nos últimos anos, em Chiapas, organizações, movimentos e lideranças ligadas ao PRD começaram a integrar a estratégia contra-insurrecional do presidente Vicente Fox (do PAN) para combater os zapatistas e suas bases de apoio sem que houvesse a menor repreensão ou ação disciplinar por parte do partido que estava ciente do envolvimento de seus filiados e dirigentes em ações e grupos de caráter paramilitar.
 
O fato do EZLN recusar-se a apoiar Obrador e mostrar a estranha coincidência entre as formas de agir do PRD, do PRI e do PAN no que diz respeito ao conflito chiapaneco, tem como base acontecimentos que falam bem mais alto do que as propostas programáticas e as boas intenções do próprio López Obrador que, inclusive, para viabilizar a própria candidatura junto ao empresariado e diminuir o medo deste, não titubeou em lançar mão do apoio de figuras que já haviam ajudado a traçar a política dos regimes anteriores. Ainda que Calderón e Obrador não sejam a mesma coisa e não proponham os mesmos caminhos para o México dos próximos 6 anos de mandato presidencial, o seu papel, suas alianças e suas estratégias de ação revelam várias coincidência e bem poucas diferenças de fundo, ou seja, bem poucas condições capazes de levar a uma efetiva distribuição da renda entre a população mais pobre em prejuízo de quem acumulou bilhões à custa da exploração da mesma.
 
Como o Sr. definiria a figura do Subcomandante Marcos, qual é o peso que ele joga na estrutura e organização do movimento zapatista?
 
Se me for permitida uma comparação, diria que Marcos pode ser visto como o vocalista de uma banda musical: as pessoas lembram do nome, gostam do jeito de cantar e se relacionar com o público, além de tentar imitar gestos e expressões. Poucos, porém, lembrarão do baterista, de quem toca os teclados e os demais instrumentos, de quem prepara as instalações elétricas ou, escondido pelos biombos do cenário, faz o show acontecer com o seu trabalho oculto e silencioso, ainda que o empenho constante de todas estas pessoas seja imprescindível para que o vocalista cante as músicas do grupo.

A figura do Subcomandante Marcos foi sendo fortalecida nos primeiros anos após o levante justamente em função de sua capacidade de traduzir o mundo indígena para a sociedade e de construir pontes com setores populares de vários países nos quais fazer ecoar o sentido, os objetivos e a importância da luta chiapaneca diante do avanço do neoliberalismo. Porém, já em 2003, os próprios zapatistas reconheciam que o fato de superestimar a figura do Subcomandante havia sido também um dos principais erros de sua intervenção até aquele momento. Mas quem decide a política a ser seguida pelos rebeldes, sua estratégia de intervenção, as medidas que se fazem necessárias e os demais aspectos da luta político-militar são as assembléias das comunidades indígenas zapatistas cujos representantes integram o Comitê Clandestino Revolucionário Indígena, que é o verdadeiro Comando Geral do EZLN. No interior do Comitê, Marcos tem um espaço limitado de liberdade de ação.
 
Ao que se sabe, nas comunidades zapatistas sua presença é recebida com o profundo companheirismo típico dos rebeldes chiapanecos. O próprio Subcomandante já tem revelado mais de uma vez que, ao entrar numa comunidade base de apoio do EZLN, ele mesmo teme que sua presença acabe influenciando as decisões das assembléias. Diante desta possibilidade e das ingerências que às vezes ocorriam por parte dos comandantes militares do movimento, nos últimos anos, o próprio EZLN começou a realizar esforços e a tomar medidas justamente para que o governo civil do território zapatista fosse independente do comando militar do movimento guerrilheiro. Várias evidências levam a crer que, ainda que o Subcomandante seja uma figura de destaque, o Exército Zapatista de Libertação Nacional pode viver sem ele sem sofrer sobressaltos.
 
As eleições mexicanas dividiram o país, agora Andrés Manuel López Obrador (AMLO) assume como "presidente legítimo", qual é o caráter desse gesto? Inviabiliza o governo de Calderón? Como os EUA têm reagido à disputa interna no México?
 
Em primeiro lugar, vale a pena sublinhar que a dividir o país não foram as eleições, mas a evidente fraude eleitoral graças à qual Felipe Calderón assume a presidência do México. Para inviabilizar o seu mandato, se faz necessária uma ação bem mais contundente da que pode ser desenvolvida por um gabinete paralelo criado ao redor de López Obrador, cujo apoio popular é controlado e administrado mais de acordo com as necessidades do candidato do que com o fortalecimento e a sustentação de um movimento de base capaz de reverter a situação. Se a intenção fosse a de levar o país a uma ruptura, os deputados e senadores eleitos do PRD poderiam criar um sério problema político ao renunciar coletivamente aos seus mandatos em sinal de protesto e dirigir todos os esforços do partido para a construção efetiva, e pela base, da Convenção Nacional Democrática lançada por Obrador. Mas isso não só está longe de ocorrer, como setores do próprio PRD já estão costurando acordos com o PRI e o PAN para manter a governabilidade. Pessoalmente, acredito que AMLO vai acelerar o movimento na medida em que este lhe permite manter seu nome em alta para as próximas disputas, mas não vai titubear em brecá-lo caso o mesmo queira dar passos que fujam ao seu controle.
 
A possibilidade de Calderón governar depende mais de acertos entre o PAN e o PRI e de intervenções que busquem reduzir a tensão social existente e diminuam o impacto das medidas repressivas a serem utilizadas na manutenção da ordem do que propriamente da postura do gabinete paralelo de Obrador. Os Estados Unidos, em mais de uma ocasião, demonstraram sua decepção em relação ao governo de Vicente Fox (que é do mesmo partido de Calderón) e, em plena campanha eleitoral não se furtaram em aplicar medidas que evidenciaram o caráter submisso do seu mandato às necessidades da política estadunidense.
 
No que diz respeito à disputa entre Obrador e Calderón, a preferência era para o segundo, na medida em que nem sempre os discursos do primeiro se revelavam em sintonia com o perfil de candidato e com as políticas desejadas pelo departamento de estado dos EUA. Apesar disso, dificilmente podemos falar de oposição aberta, na medida em que, caso a inabilidade de Calderón de lidar com o povo faça a sociedade caminhar para uma possível explosão do conflito interno, Obrador continua sendo uma boa opção para pôr panos quentes e levar a população a readquirir a confiança no sistema. Neste quadro, as "novidades" podem vir mais do caminhar dos movimentos para a confluência num programa nacional de lutas capaz de somar e amplificar o descontentamento das maiorias silenciosas do que propriamente do desempenho de um gabinete de governo paralelo que, sem orçamento e com problemas em sua base de sustentação social vai lançar propostas que contrariam orientações pontuais do executivo, na tentativa de deixar em evidência a figura do que deveria ser o presidente realmente eleito nas urnas.
 
Por onde anda Jorge Castañeda que participava do "Grupo de São Paulo" - articulação da esquerda latino-americana - como o senhor vê sua reflexão sobre a América Latina e o que pensa dele o movimento social mexicano?
 
Sobre isso tenho pouquíssimas informações para expressar qualquer parecer.
 
Em sua opinião porque a articulação do movimento social brasileiro com o movimento zapatista praticamente inexiste?
 
As razões são várias e vão da desinformação a uma prática que critica de forma viva e real as atuações da esquerda brasileira. Até mesmo entre os assessores políticos locais, poucos lêem os comunicados que são divulgados pela internet, menos ainda se dão ao trabalho de acompanhar a relação entre a posição do EZLN e o desenrolar da realidade mexicana. A isso se soma o fato de que todos os movimentos e organizações que, no passado, mantinham uma perspectiva de luta (Comunidades Eclesiais de Base, sindicatos, partidos de esquerda, etc.), além de terem adotado posições bem mais conciliadoras e orientadas para fins que se afastam de enfrentamentos que podem trazer as mudanças sociais necessárias para acabar com a exploração, vivem um distanciamento de fundo das bases que dizem representar.
 
Neste processo que a nossa elite chama, curiosamente, de “amadurecimento da esquerda”, o centralismo burocrático das direções e dos grupos parlamentares, as disputas pelo "cargo" e as lutas internas tendem a divulgar o que acontece em outros cenários só na medida em que a postura e os escritos dos movimentos em questão confirmam e legitimam as posições que defendem. A fragilidade dos grupos políticos no Brasil é tão grande que, em mais de uma ocasião, bastou descrever numa palestra a atuação do EZLN para que isso soasse como crítica aos próprios movimentos e para que suas direções se apressassem a exorcizar o eventual aprofundamento das reflexões que esta poderia gerar.
 
Na contramão desta perspectiva, não têm sido poucos os estudantes universitários a dedicar suas teses e dissertações ao estudo do zapatismo. Na grande maioria dos casos, porém, quando o trabalho de fim de curso não vira livro, o esforço despendido serve só para tomar pó na estante das bibliotecas. Infelizmente, quase ninguém se dispõe a partilhar gratuitamente pela internet as reflexões nele contidas para que o mesmo possa vir a ser objeto de estudo e debate por outras pessoas ou grupos. Por outro lado, quando os escritos chegam nas mãos de trabalhadores e trabalhadoras de base numa linguagem acessível ocorrem demonstrações de interesse, de vontade de aprofundar o assunto, de aprender mais com os horizontes que acabam de ser abertos. Longe de criar novos modelos, o problema aqui é como dar continuidade a este despertar diante da realidade que contradiz a resignação do senso comum, pois grande parte destas pessoas não dispõe de acesso à internet e nem sabe lidar com as novas tecnologias.
 
De fato, além da curiosidade natural com o que está ocorrendo fora do Brasil, tenho me deparado não poucas vezes com um início de aprendizado de quem ao ver a luta do outro nascer de condições materiais extremamente precárias começa a questionar a sua postura diante dos desafios do presente. Não são poucas as pessoas que, ao conhecer a história dos movimentos, percebem a sua própria possibilidade de abandonar o papel de simples expectadores, de não delegar aos outros a responsabilidade de resolver os problemas sociais e de começar a intervir apesar de não dispor de estruturas e meios consistentes. Em outras palavras, além da desinformação, temos sem dúvida que buscar a resposta a esta indagação no distanciamento das nossas direções das bases do movimento e nas linhas políticas por estas adotadas como claros empecilhos para que a luta dos demais anime, questione e amplie os limites da nossa.

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