O Estado Islâmico reivindica o ataque na igreja da França onde um padre foi degolado

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Por: André | 27 Julho 2016

O presidente francês François Hollande disse hoje que os dois autores do sequestro em uma igreja de Saint-Etienne-du-Rouvray, perto da cidade normanda de Rouen, eram “terroristas que reivindicaram pertencer ao Estado Islâmico”. Minutos depois, a própria organização terrorista reclamava a sua autoria.

 
Fonte: http://bit.ly/2a5L3GW  

A reportagem é publicada por Religión Digital, 26-07-2016. A tradução é de André Langer.

Os dois terroristas degolaram, “em um assassinato covarde”, o padre da paróquia e feriram duas pessoas, uma das quais se encontra em estado muito grave, apontou em uma declaração à imprensa após chegar ao local em que ocorreram os acontecimentos, na periferia de sua cidade natal de Rouen. De acordo com testemunhas citadas pela imprensa francesa, os dois assaltantes gritaram “Alahuakbar” (“Deus é o maior”) durante seu ataque antes de serem mortos pela polícia.

Hollande reuniu-se com a família do padre e com as pessoas que foram mantidas reféns durante cerca de uma hora na igreja, que lhe manifestaram sua “dor, mas também sua vontade de entender”. O presidente agradeceu a rapidez das forças de segurança, que “intervieram em um prazo de tempo extremamente curto”, o que, na sua opinião, evitou mais mortes.

Hollande recordou que a ameaça “continua sendo muito elevada”, porque seu país está diante de uma organização que declarou uma “guerra que agora precisa ser combatida por todos os meios, mas respeitando as leis”. “O que estes terroristas querem fazer é criar uma divisão entre nós”, disse, antes de recordar que, junto com a França, países como a Alemanha ou outros também estão ameaçados.

Hollande receberá esta tarde [terça-feira, 26 de julho] no Palácio do Eliseu o arcebispo de Rouen, Dominique Lebrun – que já estava em Cracóvia para a Jornada Mundial da Juventude –, e amanhã (quarta-feira) reunirá a Conferência de Representantes de Cultos na França.

O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, também condenou o ataque e convidou para “ficar unidos” diante deste incidente, que resultou na morte de três pessoas – entre eles os dois assaltantes – e um ferido grave. Valls lamentou o “horror” deste ataque em Saint-Etienne-du-Rouvray. “Toda a França e todos os católicos estão atingidos. Estaremos unidos”, escreveu o primeiro-ministro no seu Twitter.

A líder da Frente Nacional, Marine Le Pen, também condenou o ataque em redes sociais e apontou para um possível transfundo jihadista: “O ‘modus operandi’ faz temer, evidentemente, um novo atentado de terroristas islâmicos”.

O arcebispo de Rouen (França), Dominique Lebrun, deixará hoje a Jornada Mundial da Juventude de Cracóvia para retornar à sua diocese na Normandia após o assassinato do padre Jacques Hamel, de 84 anos, em uma tomada de reféns em uma igreja, que deixou os dois sequestradores mortos.

“Esta noite estarei na minha diocese, com as famílias e a comunidade paroquial, que estão em estado de choque”, disse Lebrun de Cracóvia, onde hoje começou a JMJ.

“A Igreja católica não pode esgrimir armas diferentes das da oração e da fraternidade entre os homens”, acrescentou o arcebispo, que lamentou as três mortes ocorridas na paróquia normanda de Saint-Etienne-du-Rouvray.

“Peço aos jovens aqui presentes, que são o futuro da humanidade, que não cedam à violência e se convertam em apóstolos da civilização do amor”, assinalou Dominique Lebrun, que também convidou os não crentes a se somarem ao pranto por esta tragédia.

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