Irmãs da Misericórdia também são chamadas a Roma para uma conversa

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07 Julho 2016

As Irmãs da Misericórdia, a maior ordem religiosa feminina nos Estados Unidos, estão entre as comunidades que estão sendo chamadas a Roma para uma conversa após a visitação apostólica, segundo notícia publicada pelo sítio Global Sisters Report. A diretora de comunicação da ordem religiosa, Irmã Susan Carroll, confirmou por e-mail a notícia, dizendo que não iria se pronunciar a respeito do assunto.

A reportagem é de Dawn Araujo-Hawkins, publicada por National Catholic Reporter, 05-07-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

A congregação vaticana para a vida religiosa está contatando cerca de 15 ordens religiosas femininas dos EUA para que elas esclareçam “alguns pontos” na sequência de uma investigação polêmica de seis anos sobre as comunidades religiosas femininas no país, segundo informou em 14 de junho a superiora da congregação.

O Cardeal João Braz de Aviz, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, disse que estas conversas envolvem “ouvir o que elas têm a dizer, de uma forma transparente, sem medo e sem julgamentos”.

O cardeal falou ao National Catholic Reporter depois da publicação da notícia de que a congregação vaticana que ele lidera havia pedido que as líderes das Irmãs de Loretto, sediadas em Kentucky, fossem a Roma em outubro. À superiora das Irmãs de Loretto, Irmã Pearl McGivney, pediu-se que explicasse uma “ambiguidade” por parte da ordem religiosa na aceitação da doutrina da Igreja e o seu modo de viver a vida consagrada.

A investigação feita às comunidades religiosas femininas americanas, formalmente conhecida como Visitação Apostólica, começou em 2008 e concluiu com a publicação de um relatório final em dezembro de 2014. A investigação envolveu 341 institutos religiosos femininos nos EUA, que reúnem cerca de 50 mil mulheres.

Em comunicado no dia 9 de junho enviado ao Global Sisters Reporter, McGivney disse que havia recebido uma carta do Bráz de Aviz em 15 de abril. De acordo com a carta que escreveu para as participantes de sua ordem religiosa, a que o Global Sisters Reporter teve acesso, à superiora das Irmãs de Loretto pediu-se que fosse a Roma em 18 de outubro para falar sobre cinco “áreas de preocupação”, na esteira do processo de visitação.

No mês passado, o Global Sisters Reporter identificou duas outras comunidades religiosas que estavam sendo solicitadas a fornecer ao Vaticano alguns esclarecimentos na sequência da citada investigação: as Irmãs da Caridade da Abençoada Virgem Maria e as Irmãs de São José de Carondelet

A Irmã Teri Hadro, superiora das Irmãs da Caridade da Abençoada Virgem Maria, disse que a comunidade dela recebeu uma carta da Congregação vaticana no início de abril pedindo que elas produzissem uma resposta por escrito a uma preocupação das autoridades de Roma quanto à “dissidência pública da ordem religiosa relativa ao magistério da Igreja”.

“É uma carta muito amigável”, disse a irmã. “Só que eu acho que eles tendem a interpretar as coisas como sendo dissidentes, coisas más que, na realidade, não são”.

Por exemplo, continuou Hadro, a Conferência dos Bispos Católicos dos EUA passou a última década fazendo do aborto a sua causa primeira. Enquanto isso, as religiosas americanas estiveram focadas em questões como a alimentação, água e abrigo para as populações marginalizadas.

“Porque nós nos centramos nessas questões e não sobre o direito à vida a partir da concepção em diante, o nosso silêncio está sendo interpretado como uma dissidência”, disse Hadro. “Acho que este não é o entendimento que as religiosas têm. Nós provavelmente temos os mesmos 10 principais valores e prioridades que os bispos, porém numa ordem diferente. E me parece que há certa beleza aqui, porque o nosso papel na Igreja é diferente do papel que têm os bispos”.

No entanto, a irmã não está zangada ou ressentida com o rumo dos acontecimentos. Segundo ela, a sua comunidade irá apresentar ao Vaticano uma resposta por escrito às preocupações levantadas, ao que irão procurar aconselhamento sobre como devem proceder.

Da mesma forma como as Irmãs de Loretto, às Irmãs de São José de Carondelet pediu-se que fossem a Roma. Em um comunicado publicado em seu sítio eletrônico, a equipe provincial da congregação disse que havia sido convidada para uma “conversa em clima de oração” sobre “alguns pontos mencionados na carta”. O comunicado não disse quais eram esses pontos, e as religiosas não quiseram se manifestar além do texto oficial publicado.

Ainda não se sabe quais outras ordens religiosas americanas foram contatadas pela Congregação vaticana.

O Cardeal Dom João Bráz de Aviz reconheceu que algumas irmãs americanas manifestaram frustração com o início do processo de Visitação Apostólica, dizendo que, inicialmente, ele – o processo – não contava com um diálogo junto às ordens religiosas investigadas nem levava em consideração a história delas de liderança e apoio à Igreja Católica nos Estados Unidos.

“Sabemos dos problemas havidos no início da Visitação”, disse ele. “Antes não estava bem”.

“Eu diria que os desdobramentos atuais estão sendo feitos com uma atenção maior porque, antes, teria facilmente acabado com uma rixa desnecessária”, completou. “De fato, isso não é necessário”.

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