O Padre Adolfo Nicolás, Superior dos Jesuítas, completa 80 anos e deixará o cargo, como havia anunciado

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26 Abril 2016

Na sexta-feira, 29 de abril próximo, o Superior Geral da Companhia de Jesus, o padre Adolfo Nicolás, completa 80 anos e, como já anunciou numa carta, há tempo, aos membros da Ordem, em outubro deixará o cargo.

A reportagem é de Luis Badilla, publicado por Il Sismografo, 25-04-2016. A tradução é de Benno Dischinger.

Perfil biográfico do P. Adolfo Nicolás Pachón.

Nascido na Espanha em 1936, laureou-se na Universidade Gregoriana e em 1971 obteve um mestrado em Teologia sacra e foi depois professor de Teologia Sistemática na Sophia University de Tóquio. Sua vida religiosa teve início em 1953, como noviço em Aranjuez.

Os seus estudos prosseguiram em Madri e enfim na Ásia, especialmente em Tóquio, onde foi ordenado sacerdote na idade de 31 anos, aos 17 de março de 1967. O padre Nicolás tem um percurso formativo e pastoral totalmente asiático, desenvolvidos em particular no Japão. Entre os 29 sucessores da Ordem fundada por Santo Inácio de Loyola em 1540, o teólogo espanhol é o segundo a chegar do País do Sol Levante, depois do missionário Pedro Arrupe (fundador do Serviço dos Jesuítas para os Refugiados em 1980, do qual o Centro Astalli é a sede italiana).

De 1978 a 1984 dirigiu o Instituto Pastoral de Manila, nas Filipinas. De 1991 a 1993 foi reitor do Escolasticado de Tóquio e depois, até 1999, assumiu a função de provincial da Província dos Jesuítas do Japão.

O Padre Nicolás trabalhou em várias nações, entre as quais a Austrália, China, Japão, Coréia, Micronésia, Myanmar e Timor Leste. De 2004 a 2007 foi presidente da Conferência Jesuíta da Ásia Oriental e Oceania.

Na 35ª Congregação Geral da Companhia de Jesus foi eleito o trigésimo Superior Geral aos 19 de janeiro de 2008, sucedendo ao holandês P. Peter Hans Kolvenbach. Nicolás descreveu Arrupe, que tivera com Padre Provincial, como “grande missionário, herói nacional, homem de fogo”.

O Padre Nicolás está na condução de sua Congregação, composta atualmente por 18.500 jesuítas no mundo. (Centro Astalli).

Pedido de demissão do padre Adolfo Nicolás

Stefano Femminis escreveu faz tempo: “O Padre Geral, o espanhol Adolfo Nicolás, deixará o seu cargo em outubro de 2016. A Congregação Geral que deverá eleger o seu sucessor iniciará com a celebração eucarística na tarde de dois de outubro de 2016, na Cúria Generalícia de Roma. A notícia fora de certo modo antecipada em maio passado, quando o Padre Geral da Companhia de Jesus havia escrito uma carta a todos os jesuítas comunicando “ter chegado à pessoa convicção de dever dar os passos necessários para submeter a minha demissão à Congregação Geral. (...)

A de 2016 será a 36ª Congregação Geral na história da Ordem: trata-se do momento mais importante na vida da Companhia, escandida por uma articulada série de apontamentos e organismos consultivos concebidos já pelo próprio fundador Inácio de Loyola. Antes da Congregação Geral desenvolver-se-ão as Provinciais, cuja organização iniciará já nas próximas semanas. (...)

O Padre Nicolás deixará uma Companhia de Jesus que, em termos quantitativos, entrevê talvez o fim de um longo período negativo: se é verdade que de 2012 a 2013 a Ordem registrou uma diminuição de 268 membros (16.986 contra 17.254), pela primeira vez após muitos anos se registrou um leve incremento dos noviços. (...) O Superior geral dos jesuítas era conhecido até a poucos anos como o “Papa negro”, um apelido que somava a cora da veste dos jesuítas à peculiaridade da eleição vitalícia (como precisamente aquela do Sumo Pontífice), caso único entre todas as ordens religiosas.

Esta tradição parece ter-se agora interrompido, se é verdade que também o predecessor de Nicolás, o holandês Peter-Hans Kolvenbach, eleito em 1983, se demitiu em 2008, uma vez atingidos os 80 anos (a mesma idade que terá em 2016 o Padre Geral demissionário). Uma novidade que conheceu depois uma aplicação bem mais conhecida no próprio Pontificado, com a demissão do Papa Bento XVI.”

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