Cardeal Obando poderá ser declarado “herói nacional” da Nicarágua

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Por: Jonas | 06 Fevereiro 2016

Miguel Obando y Bravo, que por 35 anos foi arcebispo de Manágua será reconhecido como “Prócer nacional da paz e reconciliação” da Nicarágua, após o envio de uma iniciativa de lei proposta pelo presidente do país, Daniel Ortega, em homenagem aos méritos do purpurado durante os conflitos políticos do país centro-americano, entre os anos 1970 e 1990.

 
Fonte: http://goo.gl/CPSs4m  

A reportagem é de Israel González Espinoza, publicada por Religión Digital, 03-02-2016. A tradução é do Cepat.

Obando y Bravo, que recentemente completou 90 anos de idade, é atualmente diretor da Comissão de Reconciliação e Paz do governo de Ortega, desde que este último voltou ao poder em 2007. Quase sempre está presente fazendo a oração inicial de cada ato governamental que é presidido pelo mandatário e sua esposa, Rosario Murillo Zambrana.

Antigo detrator do sandinismo e hoje aliado, Obando foi determinante na agitada história política deste país centro-americano. Sua atuação é criticada por setores da oposição e da Igreja nicaraguense já que, segundo eles, Obando não foi crítico com alguns excessos do atual governo.

“Dotado de energia moral gigante e de um valor cívico inegável, nós o vimos levantar sua mão para sempre abençoar e exortar o diálogo, o perdão e a reconciliação”, diz parte da iniciativa de lei enviada pelo Executivo nicaraguense à Assembleia Nacional (unicameral e dominada pelo partido governante), para sua posterior análise e possível aprovação.

O Arcebispo Miguel Obando y Bravo foi nomeado Arcebispo de Manágua em 1970. Desde o início, demonstrou seu descontentamento com a ditadura da família Somoza. Entre 1974 e 1978, foi mediador entre o governo de Somoza e a guerrilha sandinista, quando esta última desferiu duros golpes à ditadura, com a tomada de reféns da elite política.

Após o triunfo da Revolução Sandinista, em 1979, Obando assumiu posturas de combate contra medidas ditadas pelo governo revolucionário, o que levantou um conflito agudo entre a Igreja e o Estado que chegou a seu ponto mais alto após a primeira visita de João Paulo II a Nicarágua, em março de 1983.

Em 1985, o Papa Wojtyla o fez Cardeal, sendo o primeiro bispo centro-americano a receber este título. Posteriormente, em 1988, após a assinatura dos acordos de paz de Esquipulas, coordenou a Comissão de Reconciliação e Paz e foi gestor de reuniões entre o governo sandinista e a contrarrevolução que levaram à pacificação do país e a realização das primeiras eleições democráticas da Nicarágua, em 1990.

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