Lucro do Santander sobe 36% em 9 meses e chega a 5,9 bilhões de euros

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30 Outubro 2015

O Banco Santander teve um lucro líquido ordinário de 5,1 bilhões de euros (21,9 bilhões de reais) entre janeiro e setembro de 2014, um aumento de 17,1% em relação ao mesmo período do ano passado, graças às maiores receitas e ao impacto favorável das taxas de juros. Levando-se em conta os itens extraordinários, o lucro líquido total do banco aumentou 36%, chegando a 5,941 bilhões de euros (25,5 bilhões de reais).

A informação é publicada no jornal El País, 29-10-2015.

Em nota enviada nesta quinta-feira à Comissão Nacional do Mercado de Valores (CNMV), o banco explica que a valorização da libra e do dólar superou a influência da depreciação do real, o que, juntamente com o aumento da atividade comercial e as receitas e menores necessidades de alocação de provisões, permitiu obter essa cifra de lucro.

Os lucros aumentaram nos dez principais mercados em que opera —apesar do momento desigual atravessado pelas respectivas economias— exceto na Polônia, onde houve queda de 7%. Na Espanha, o lucro líquido subiu 64% e atingiu 883 milhões de euros (3,79 bilhões de reais) após a caída das dotações e a redução dos custos.

A entidade afirma que as contas não incluem um lucro de 835 milhões de euros (3,59 bilhões de reais) procedentes de provisões que ficaram liberadas, após a resolução favorável à filial brasileira de um litígio relacionado a um imposto para o financiamento da Seguridade Social.

Com a incorporação dessa renda extraordinária, o lucro atribuído ao grupo nos primeiros nove meses de 2015 é de 5,941 bilhões de euros, o que significa um aumento de 36% (30% em euros constantes) sobre o mesmo período de 2014, e o lucro por ação é de 0,408 euro (1,75 real), com aumento de 11%.

Mais crédito e depósitos

O crédito aos clientes aumentou 7,6% e atingiu 777,020 bilhões de euros (3,341 trilhões de reais), ao mesmo tempo que os depósitos cresceram 3,5% e somaram 669,236 bilhões de euros (2,877 trilhões de reais). A taxa de morosidade caiu para 4,5% em todo o grupo, em comparação com 4,64% do trimestre anterior e 5,28% de um ano antes, segundo a entidade.

“No terceiro trimestre, continuamos contribuindo para o progresso de clientes, pessoas e empresas, facilitando o acesso ao crédito, que aumentou 7% no ano”, diz a presidenta do banco, Ana Botín. “Mais de 400.000 novos clientes vinculados e mais de 700.000 digitais confiaram em nós.”

A rentabilidade sobre recursos próprios tangíveis se manteve em 11,3% no fechamento de setembro, bem perto dos 11,3% de um ano antes. O “ratio” de capital CET “fully-loaded”, que inclui todos os futuros requisitos para cumprir o acordo de capitais Basileia III, ficou em 9,85% contra 9,83% em junho.

Com relação aos países, o banco destaca o incremento, já mencionado, do lucro líquido na Espanha, onde o crédito caiu em 1% e os recursos cresceram 2% no acumulado interanual.

No Reino Unido, a entidade ganhou 1,496 bilhão de euros (6,43 bilhões de reais), 28% a mais, com um aumento de 4% na receita e uma queda de 74% nas provisões, enquanto o crédito e os recursos cresceram 5%.

No Brasil, o lucro líquido aumentou 22%, atingindo 1,315 bilhão de euros (5,654 bilhões de reais), com um aumento de 9% da receita e de 5% nos custos. O crédito aumentou 16% e os recursos, 15%.

Com respeito às principais margens, a de juros (que mede a receita) ficou em 24,302 bilhões de euros (104,4 milhões de reais), 11,3% a mais que no ano anterior, enquanto a margem bruta (que acrescenta as comissões) chegou a 31,572 bilhões de euros (135,7 bilhões de reais) após alta de 8,9%. Subtraindo-se o custo de exploração, a margem líquida (resultado da exploração recorrente ou lucro antes das provisões) ficou em 16,750 bilhões de euros (72 bilhões de reais), um aumento de 8,8% em comparação com setembro de 2014.

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