Capitão da Guerrilha do Araguaia confessa que matou prisioneiros

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16 Outubro 2015


 No dia em que morre um dos maiores torturadores da ditadura do regime militar brasileiro, o ex-comandante do DOI-Codi Carlos Alberto Brilhante Ustra, um depoimento inédito de Sebastião Rodrigues de Moura, o Major Curió, é divulgado. O militar admite que matou dois prisioneiros da Guerrilha do Araguaia, no início da década de 70, de acordo com o blog de Leandro Mazzini.

A informação é publicada por Jornal GGN, 15-10-2015.
 
Curió foi o mais temido militar da Guerrilha do Araguaia, e foi o capitão das tropas que aniquilaram os prisioneiros. Com a fama, ascendeu na hierarquia militar, chegando à major e tenente-coronel. Nos anos 80, controlou o garimpo de Serra Pelada (PA) e fundou uma cidade que tem o seu nome: Curionópolis, no Pará.
 
A audiência em segredo de Justiça ocorreu nesta quarta-feira (14), na 1ª Vara Federal de Brasília, com a juíza Solange Salgado. Curió teria enviado um atestado médico para não comparecer, mas a juíza se recusou e expediu mandado de condução coercitiva e a Polícia Federal o buscou em sua casa.
 
No extenso depoimento, que durou entre 13h30 e 23h do dia de ontem, e com a restrita presença de advogados e familiares das vítimas, Curió confessou os crimes apenas tarde da noite. Capitão à época da Guerrilha, e tido como o principal algoz, afirmou ter matado os "subversivos" Antônio Theodoro Castro, codinome Raul, e Cilon Cunha Brun, o Simão.
 
O militar disse também que mandou um capataz enterrar os corpos e indicou à juíza a localização. No depoimento, o ex-capitão afirmou que não executou os dois prisioneiros do Araguaia, mas alegou que a dupla tentou fugir e, por isso, atirou.
 
De acordo com o blogueiro Leandro Mazzini, a audiência foi tensa e houve momentos de bate bocas, intimidações e acareações.
 
Em novembro de 2010, o Brasil foi condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CorteIDH), no Caso Gomes Lund e Guerrilha do Araguaia, a responsabilizar os autores dos crimes da ditadura.

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