Papa Francisco: não há justificativa para aceitar a falta de teto

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Por: André | 25 Setembro 2015

“Como o Filho de Deus não tem um teto para morar? Por que estamos sem moradia, porque estamos sem um teto? São perguntas que muitos de vocês podem se fazer diariamente. Assim como José, vocês se perguntam: por que estamos sem teto, sem um lar?”

A reportagem é de Pablo Lombó e publicada por Vatican Insider, 24-09-2015. A tradução é de André Langer.

Assim como José, o Papa disse que estas “são perguntas que faz bem todos se fazerem: por que estes nossos irmãos estão sem lar? Por que estes irmãos nossos não têm um teto?” Estas perguntas “continuam presentes hoje, acompanhando todos aqueles que ao longo da história viveram e estão sem um lar”.

“A primeira palavra que quero dizer-lhes é obrigado. Obrigado por me receberem e pelo esforço que fizeram para que este encontro pudesse acontecer”. A caridade do papa irradia a Paróquia de São Patrício, durante o encontro com os “sem-teto” da cidade de Washington, que recebem a ajuda e o apoio do serviço caritativo da Igreja católica da cidade. O pontífice estava na companhia do cardeal arcebispo da cidade, Donald Wuerl.

“Vocês – disse o Papa Francisco – me lembram São José. Seus rostos me falam do seu”. Na vida de José houve situações muito difíceis, recordou o Papa Francisco. “Uma delas foi quando Maria estava para dar à luz, para ter Jesus”. A Bíblia é muito clara: “Não havia alojamento para eles”. O Papa convidou os presentes para imaginar “as perguntas de José nesse momento: como o Filho de Deus não tem um teto para morar? Por que estamos sem moradia. Por que estamos sem um teto? São perguntas que muitos de vocês podem se fazer diariamente. Assim como José, vocês se perguntam: por que estamos sem teto, sem um lar? São perguntas que faz bem todos se fazerem: por que estes irmãos nossos estão sem lar? Por que estes irmãos nossos não têm um teto? As perguntas de José continuam presentes hoje, acompanhando todos aqueles que ao longo da história viveram e estão sem um lar”.

A resposta a estas perguntas, destacou Francisco, é a fé: “Diante de situações injustas, sofridas, a fé nos traz essa luz que dissipa as trevas. Assim como a José, a fé nos abre para a presença silenciosa de Deus em toda a vida, em toda pessoa, em toda a situação. Ele está presente em cada um de vocês, em cada um de nós”.

“Não há nenhum tipo de justificativa social, moral ou do tipo que for – exclamou o Papa Francisco –, para aceitar a falta de alojamento. São situações injustas, mas sabemos que Deus as está sofrendo conosco, as está vivendo ao nosso lado. Não nos deixa sozinhos.”

E um dos modos mais eficazes de ajuda que temos, explicou, “encontramos na oração. A oração nos une, nos irmana, nos abre o coração e nos recorda uma verdade bonita que, às vezes, esquecemos. Na oração, todos aprendemos a dizer Pai, papai, e nela nos encontramos como irmãos. Na oração, não há ricos e pobres, há filhos e irmãos”.

“Jesus continua batendo às nossas portas, à nossa vida. Não o faz magicamente, não o faz com artifícios, com painéis luminosos ou fogos de artifício. Jesus continua batendo à nossa porta no rosto do irmão, no rosto do vizinho, no rosto de quem está ao nosso lado.”

Hoje, concluiu o Papa, “quero unir-me a vocês, necessito do apoio de vocês, da proximidade de vocês. Quero convidá-los para rezarem juntos, uns pelos outros, uns com os outros. Assim poderemos continuar com este apoio que nos ajuda a viver a alegria de saber que Jesus sempre está ao nosso meio. Estão animados? Eu começo em castelhano e vocês continuam em inglês”. Em seguida, todos rezaram o Pai-Nosso.

Antes de se despedir, o Papa Francisco acrescentou: “Antes de ir, eu gostaria de dar-lhes a bênção de Deus. Que o Senhor os abençoe e proteja, que o Senhor os olhe com agrado e lhes mostre a sua bondade, que o Senhor os olhe com amor e lhes conceda a sua paz. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim”.

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