Riquezas do minério não chegam aos moradores de Marabá, diz Ipea

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23 Setembro 2015

Um estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revelou que as riquezas produzidas pela exploração do minério em Marabá, no sudeste do Pará, não chegam em forma de benefícios para população. Apesar da grande arrecadação com o projeto Salobo, os moradores sofrem com falta de infraestrutura.

A reportagem foi publicada por Amazônia, 22-09-2015.

A dona de casa Maria da Conceição Santos divide a casa pequena, de madeira, com seis filhos pequenos, em uma área de invasão na periferia de Marabá. Ela conta que o marido veio do Maranhão para Marabá com uma promessa de emprego. No início do ano, ele contraiu uma doença e morreu aos 41 anos, e então ela se viu sozinha na missão de criar os filhos.

“Eu não tenho nada, não tenho emprego, vivo da ajuda do povo”, conta a dona de casa Maria da Conceição. A realidade dela é semelhante a de outras pessoas que procuraram a cidade em busca de oportunidades e melhor qualidade de vida.

Marabá é um município onde está um dos maiores projetos de extração de cobre do país, o Salobo. Somente nos seis primeiros meses de 2015, o projeto extraiu 74 mil toneladas de minério, ultrapassando Canaã dos Carajás, também na região sudeste, que somava 57 mil toneladas. A previsão é que até dezembro, com a extração do minério, a prefeitura arrecade algo em torno de R$ 38 milhões e o município se consolide como um dos maiores mineradores do país.

“Marabá ganhou em um quesito muito forte, ele não teve os impactos sociais que um grande projeto deixa na comunidade, e absorveu nos dois momentos de arrecadação. Um primeiro momento configurado pelo ISS, a taxa de construção, de licenciamentos, que Marabá foi o grande beneficiado, e o ISS que foi a grande receita durante a implantação”, explica Ítalo Pojucam, presidente da Associação Comercial de Marabá.

Somente no mês de julho o município recebeu mais de R$ 4,5 milhões em compensação financeira pela exploração mineral, referente à extração de minério do mês. Mas se a produção do cobre contribui com a mudança na balança comercial brasileira, por outro, a cidade acumula problemas.

No início do mês, um estudo divulgado pelo Ipea com base no Atlas da Vulnerabilidade Social indica que a produção de riqueza no município está bem distante de grande parte da população. A falta de saneamento básico, má distribuição de renda e invasões em áreas urbanas mostram a precariedade do desenvolvimento.

No bairro onde Conceição mora, por exemplo, vivem aproximadamente duas mil famílias com problemas parecidos com os dela. “Nós precisamos de asfalto, segurança, escola, posto de saúde, que não tem. A gente precisa”, afirma Conceição.

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