'Tudo o que quero é sentar perto do túmulo deles', diz pai de menino sírio

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04 Setembro 2015

Pai de Aylan, menino sírio de três anos encontrado morto em uma praia na Turquia, Abdullah Kurdi contou como foi a viagem que levou à morte de seus dois filhos e mulher - e às imagens que chocaram o mundo.

Eles estavam em um barco que naufragou durante tentativa de chegar à Grécia. Fotos do corpo do menino, à beira do mar, provocaram consternação e sensibilizaram o mundo sobre a crise de imigrantes que tentam asilo na Europa.

A reportagem foi publicada por BBC Brasil, 03-09-2015. 

Aylan e a família estavam em um pequeno bote que carregava 17 pessoas no momento em que virou, nas proximidades do balneário turco de Bodrum. Um outro bote, carregando 16 pessoas, também teria virado.

Segundo Abdullah, altas ondas atingiram a embarcação minutos depois do início da viagem. O capitão, diz ele, "entrou em pânico, mergulhou e fugiu".

Abdullah estava com Aylan; a mulher, Rehan; e outro filho, Galip, de 5 anos. Eles tentavam chegar ao Canadá, onde vivem parentes da família, mesmo depois de terem pedido de asilo negado pelo país.

"Meus filhos eram as crianças mais lindas do mundo. Eles eram maravilhosos. Eles me acordavam todos os dias pela manhã para brincar. Eles estão todos mortos agora", disse Abdullah.

A família era da cidade síria de Kobane, que tornou-se conhecida pelas batalhas entre militantes do grupo autodenominado "Estado Islâmico" e forças curdas.

Abdullah disse ter tentado controlar o barco, mas ele virou com as ondas. "Quando eu peguei minha mulher e meus filhos nos braços, vi que estavam todos mortos".

"Tudo que eu quero fazer é sentar perto do túmulo da minha mulher e meus filhos".

As imagens da tragédia viralizaram nas redes sociais, e o nome do garoto virou "trending topic" mundial no Twitter. Artistas passaram a criar diversas ilustrações inspiradas na morte da criança, compartilhadas pela internet.

Crise

A polícia turca prendeu quatro pessoas suspeitas de serem traficantes de pessoas - eles são sírios entre 30 e 41 anos, segundo a agência de notícias turca Dogan. Doze sírios morreram em barcos que naufragaram.

De acordo com dados da ONU, cerca de 2,5 mil imigrantes se afogaram no mar Mediterrâneo neste ano, vítimas dos muitos barcos superlotados que tentam chegar à costa da Itália e da Grécia.

No início da semana, a Guarda Costeira turca disse que, apenas nos primeiros cinco meses de 2015, 42 mil pessoas foram resgatadas no mar Egeu. Na semana passada, foram mais de 2 mil.

Na mesma quarta-feira em que Aylan morreu, cem pessoas foram resgatadas, também tentando ir da Turquia para a ilha grega de Kos.

Mais de 300 mil imigrantes já arriscaram suas vidas tentando atravessar o Mediterrâneo neste ano, segundo as Nações Unidas. Em todo o ano passado, foram 219 mil pessoas.

Além das mortes ocorridas no mar, outras tragédias decorrentes da migração em massa têm ocorrido em terra. Na semana passada, um caminhão foi encontrado na Áustria com os corpos de pelo menos 71 pessoas, próximo à fronteira com a Hungria.

A principal hipótese é que elas tenham morrido por sufocamento.

Muitos imigrantes tentam chegar a países do norte da Europa, como a Alemanha, por meio de uma perigosa travessia no oeste dos Bálcãs.

Segundo a Frontex, agência que controla as fronteiras externas da União Europeia, o maior grupo de imigrantes é de sírios, que fogem da violenta guerra civil em curso no país.

Afegãos e eritreus vêm em seguida, geralmente tentando escapar da pobreza e de violações aos direitos humanos.

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