Papa Francisco recebe em audiência D.Jacques Gaillot. 20 anos de exclusão

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02 Setembro 2015

Durante 45 minutos o bispo francês Jacques Gaillot foi recebido, na tarde de terça-feira, dia 1º de setembro, pelo Papa Francisco, na Casa Santa Marta, no Vaticano.

A informação é de Jean-Marie Guénois, publicada pelo portal do jornal Le Figaro, 01-09-2015.

"Na minha carreira de jornalismo político eu nunca vi uma tal proximidade, autenticidade, simplicidade", testemuha Daniel Duigou, hoje padre e pároco de Saint-Merri, em Paris, que acompanhou o bispo na audiência na Casa Santa Marta, onde reside o Papa Francisco.

"Nós somos irmãos", disse o papa, iniciando a conversa, segundo Daniel Duigou, acrescentando: "O senhor é bispo de Partenia?". "Sim, respondeu Jacques Gaillot. Já fazem 20 anos que sou excluído, e isto é o meu passaporte para que eu esteja com os excluídos e os excluídos se reconhecem em mim. O senhor ao me receber, eles se sentem reconhecidos pelo senhor. Não é por mim que eu estou aqui, é por eles. Eles estão muito felizes. Obrigado!" "Muito bem", respondeu o Papa que acrescentou, segundo D. Gaillot: "O Cristo bate à porte da Igreja mas não do exterior... do interior para que abramos a porta para o mundo, para a humanidade. Ele quer sair!".

Interrogando diretamente Daniel Duigou sobre a acolhida dos "divorciados casados novamente", em Saint Merri, o papa o encorajou a continuar a acolher os migrantes. Em francês, língua usada na audiência. Francisco disse: "Os migrantes, são a carne da Igreja".

A conversação, que não abordou as querelas passadas do 'affaire Gaillot', evocou uma possível do papa à França, mas Francisco disse que preferia ir para os países pequenos que necessitam de ajuda". Na ausência do fotógrafo oficial, a audiência privada foi concluída com um sessão de selfie.

Segundo o sítio Romandie, na audîência, D. Gaillot narrou como, recentemene, abençoou um casal de divorciados e como igualmente abençou um casal de homossexuais.

"Eu estava em trajes civis e eu abençõei. Não foi um casamento. Foi uma bênção. Temos o direito de dar a bênção de Deus, a gente abençoa as casas! O papa me escutou. Ele é aberto a tudo isto. Num certo momento ele lembrou que abençoar é dizer o bem de Deus sobre as pessoas" precisou o bispo francês.

Quando o bispo lhe disse que não é mais convidado a participar da conferência episcopal, o Papa não fez nenhum comentário. Ele simplesmente disse: vá em frente continuando a fazer o que o senhor faz (pelos excluídos). Isto está bem.

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