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08 Julho 2015

Assim que o juiz federal de 1ª instância Sérgio Fernando Moro, 43, concluir o processo da Operação Lava-Jato ele pretende tirar longas férias. Em pelo menos três momentos da entrevista que concedeu na sexta-feira, 5, ao jornalista Roberto D´Ávila no 10º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, reunido em São Paulo, ele deixou claro, sem informar qualquer destino, que o que mais deseja é descansar.

A reportatem é de Edelberto Behs, jornalista, coordenador do Curso de Jornalismo da UNISINOS.

“O estresse pessoal tem sido grande, o que tem reflexos na vida pessoal”, admitiu. Ele qualificou de correta a abordagem da imprensa na cobertura do caso Petrobras, mas vê com preocupação o acirramento das posições e está assustado com o baixo nível dos debates envolvendo o tema da corrupção no país. Pessoalmente sofreu ataques pela imprensa, mas nunca se sentiu ameaçado.

Moro assegurou que em todas as suas ações no processo da Operação Lava-Jato sempre atuou em consonância com a lei. Está tudo registrado, assegurou. “Como juiz atuo de forma extremamente reativa”, referiu, reportando-se aos subsídios que recebe tanto de advogados como do Ministério Público e da Polícia Federal.

Sobre os vazamentos, justificou-os alegando que processos devem ser públicos. A sua publicidade deve ser ampla “principalmente em crimes contra a administração pública”. Ele não vê o fórum privilegiado de políticos sob um “viés positivo”, pois contraria o princípio da igualdade de todos perante a lei.

Moro recorreu a uma metáfora, “talvez não seja a melhor”, para responder até onde irá com o processo e se está preocupado com as consequências econômicas da Lava-Jato. “O policial que descobre o cadáver não é responsável pelo homicídio”, respondeu.

O juiz da  13ª Vara Federal de Curitiba reconheceu, contudo, que o custo da solução das ações envolvendo corrupção é grande, “mas qual é o custo da continuidade?” - indagou. Da leitura de gibis aprendeu do Homem Aranha que quanto maior os poderes, maiores as responsabilidades.

Em 2009, Moro quis mudar de foco e deixar de julgar casos de colarinho branco por causa da lentidão dos processos. “Essa é uma queixa comum da população. Precisamos melhorar o sistema judiciário, que está ai para servir a população”, disse, acrescentando que a lei deve ser a expressão da vontade popular.

Filho de pai docente universitário e de mãe professora do Ensino Médio, Moro chegou à magistratura aos 24 anos de idade. Pensou em fazer Direito ou Jornalismo. Por questões circunstanciais acabou no Direito, escolha que começou a gostar só a partir do terceiro ano do curso.

Sérgio Moro não quis se manifestar a respeito da maioridade penal. Disse que não é nenhuma celebridade para determinar moda, ao justificar o uso diário de camisas pretas. “Também tenho de outras cores”, contou, revelando que adquiriu um bom número de pretas que estavam em promoção.

O executor do processo da Lava-Jato não tem preocupação de como será julgado pela História. “Minha preocupação é terminar o caso e tirar longas férias”, garantiu.

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