“O Papa não está preocupado com a tensão política no Equador”, afirma o porta-voz do Vaticano

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Por: André | 07 Julho 2015

“O Papa não está preocupado com a situação de tensão política [protestos contra Correa] e espera que sejam dias proveitosos”. O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, destacou, durante uma coletiva de imprensa, as mudanças realizadas pelo Papa Francisco em sua saudação ao país e que foram introduzidas durante o voo do Vaticano ao Equador.
          
A reportagem é publicada por Religión Digital, 06-07-2015. A tradução é de André Langer.

“O Papa me disse: ‘vou acrescentar algumas coisas que são importantes’”, mencionou Lombardi. A frase dirigida em particular ao povo equatoriano, segundo Lombardi, “foi muito interessante”. São palavras muito abençoadas e importantes, disse ao mesmo tempo que destacou que o Papa tem grande respeito pelos povos que encontra. “Sabe que o povo equatoriano caminha e deseja construir um futuro melhor e se pôs de pé com dignidade”, disse. Para Lombardi, a dignidade é palavra característica do Papa Francisco.

Ao ser consultado sobre se o Sumo Pontífice esteve preocupado com as informações de protestos no Equador nos dias precedentes à sua visita, Lombardi disse que “o Papa é uma pessoa muito bem informada”, mas garantiu que não esteve preocupado, e que, ao contrário, estava certo de que sua visita seria uma festa do povo em todo o país e que teria uma grande acolhida.

Além disso, sobre o discurso do presidente Rafael Correa, Lombardi disse que o Papa o descreveu com uma frase muito clara ao dizer ao presidente: “agradeço sua sintonia com o meu pensamento”. Explicou que esse discurso estava em sintonia com elementos da Doutrina Social da Igreja.

Lombardi também agradeceu e destacou a participação dos voluntários na Igreja sobre as tarefas realizadas.

José Granero, produtor técnico da visita do Papa, explicou, por sua vez, que neste primeiro dia houve uma transmissão ao vivo de três horas e 50 minutos. Informou que ao menos 200 canais de televisão dos cinco continentes transmitiram ao vivo a chegada do Papa.

Destacou que pela primeira vez será feita uma transmissão de 24 horas da permanência do Papa, contando com elementos técnicos que nunca foram utilizados: câmeras robotizadas, uso de dois helicópteros (um com câmera na parte inferior) e dois veículos que vão na frente e atrás da comitiva de segurança.

Por outro lado, Lombardi afirmou que por enquanto não há a previsão de uma viagem do Pontífice ao território colombiano. O porta-voz do Vaticano, o Pe. Federico Lombardi, disse que o Papa Francisco deseja que o processo de paz na Colômbia tenha um bom desfecho.

Na agenda oficial está planejada uma viagem para Cuba e os Estados Unidos, e afirmou que possivelmente o Papa Francisco possa ir para a Colômbia em 2016.

O Papa Francisco enviou no domingo um telegrama ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, no qual manifestou seu “afeto e proximidade para com o povo venezuelano” e desejou que progredisse “cada dia mais em solidariedade e pacífica convivência”.

“Sou grato em poder enviar uma cordial saudação à vossa excelência, manifestando meu afeto e proximidade para com o povo venezuelano, ao mesmo tempo que peço ao Senhor abundantes graças que o ajudem a progredir cada dia mais em solidariedade e pacífica convivência”, assinala a mensagem.

O Papa enviou o telegrama na hora em que atravessava o espaço aéreo venezuelano para chegar à capital equatoriana, Quito, ponto de partida de sua viagem à América Latina, que também o levará à Bolívia e ao Paraguai até o próximo domingo. Enviar um telegrama às autoridades dos países que sobrevoa é um ato habitual nas viagens do Pontífice.

Ao cruzar o espaço aéreo da Colômbia, o Papa enviou outro telegrama ao presidente desse país, Juan Manuel Santos, a quem manifestou seu desejo de “reconciliação”. Em sua mensagem, o Papa expressou sua “proximidade e afeto pelo povo colombiano” e pede “abundantes graças que o façam progredir nos valores humanos e espirituais que lhe são característicos, desejando-lhe ao mesmo tempo uma prosperidade crescente e uma convivência pacífica”, informou o porta-voz do Papa, Federico Lombardi.

No entanto, o Pontífice quis acrescentar também seu pedido de “reconciliação”. O governo de Santos e a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) negociam um acordo de paz em Havana, cujas conversações encontram-se no “pior momento”, segundo o chefe das negociações de Bogotá, Humberto de la Calle.

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