Amor indissolúvel? Propostas para o Sínodo

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08 Junho 2015

A última proposta chega do bispo de Orano, o dominicano francês Jean-Paul Vesco, que escreveu um pequeno texto para explicar a exigência de não por em relação, de modo exclusivo, indissolubilidade e matrimônio sacramental. Visto que todo amor de casal, quando é autêntico e profundo, traz em si um traço definitivo e incancelável “não é preciso fundir numa só e mesma ideia a unicidade do matrimônio e a indissolubilidade de todo amor conjugal”.

A reportagem é de Luciano Moia, publicada por Avvenire, 02-06-2015. A tradução é de Benno Dischinger.

Uma ideia explosiva – mas também fascinante – para motivar as boas razões dos divorciados redesposados a pedirem perdão. E a decisão da Igreja de concedê-lo. Todo verdadeiro amor é indissolúvel (Queriniana, 108 págs., 11 euros) é somente a última reflexão do amplo debate iniciado em vista do Sínodo de outubro sobre o tema dos divorciados redesposados. Uma discussão solicitada pelo próprio questionário difundido pela Secretaria geral do Sínodo junto aos assim chamados Lineamenta [Diretrizes].

A pergunta número 38, em consideração da necessidade de “um ulterior aprofundamento” da pastoral sacramental em relação aos divorciados redesposados, perguntava explicitamente em “quais perspectivas mover-se? Que passos possíveis? Que sugestões para obviar a formas de impedimentos não devidos e não necessários?”. E citava de modo explícito tanto a práxis ortodoxa - que, como é sabido, oferece a possibilidade de um segundo matrimônio não sacramental no termo de um percurso penitencial – como a distinção entre formas objetivas de pecado e circunstâncias atenuantes.

Agora, poucos dias antes da publicação do Instrumentum laboris, que fará síntese de todas as respostas chegadas dos cinco continentes e servirá como base para a discussão, não parece inútil recordar alguns dos muitos ensaios que – na véspera da proposta de renovação formulada pelo cardeal Walter Kasper no consistório de fevereiro de 2014 – enfrentaram a relação, complexa e com frequência cansativa, entre indissolubilidade e matrimônio.

A encaminhar o debate, para nos limitarmos aos últimos meses, Andrea Grillo, docente de teologia sacramental e pai de família, que em seu Indissolúvel? Contribuição ao debate sobre os divorciados redesposados (Cittadella, 90 págs.), propôs readmitir os divorciados casados novamente à Comunhão em circunstâncias determinadas e não como práxis geral, introduzindo o conceito da ‘morte do vínculo’. Uma fórmula que permitiria o reconhecimento das segundas núpcias sem fundar-se sobre a ‘inexistência originária’ do primeiro matrimônio.

Também o padre Oliviero Svanera, franciscano, docente de teologia moral, retomou o mesmo tema no texto – Amores feridos. A Igreja a caminho com os divorciados que novamente casaram (Edições Messaggero Padova, 154 págs.) – no qual, junto a numerosos testemunhos de separados, abre à possibilidade de novas aberturas, explicando que “a eucaristia é nutrição dos débeis, não dos fortes, remédio e apoio da fragilidade, não alimento para quem se sente justo e bem sucedido”.

De grande consistência teológica é a contribuição do cardeal Dionigi Tettamanzi em seu
Evangelho da misericórdia para as ‘famílias feridas’ (San Paolo, 173 págs.), que motiva não só como ‘pensável’ mas também ‘plausível’ a recepção dos sacramentos da penitência e da eucaristia da parte dos divorciados redesposados, considerando o sacramento como sinal da misericórdia de Deus, porém na condição que “se evite absolutamente qualquer confusão sobre a indissolubilidade do matrimônio”.

A mesma posição sintetizada alguns meses após pelos cônjuges alemães Heidi e Thomas Ruster – ele teólogo, ela consulente familiar – que em Até que a morte não vos separe? A indissolubilidade do matrimônio e os divorciados que novamente casaram. Uma proposta (Elledici, 195 págs.), com o prefácio do cardeal Karl Lehmann, sugerem resolver a questão reconhecendo as segundas núpcias como “não sacramentais”.

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