Líderes da LCWR chamam “ricas” as reuniões vaticanas

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22 Abril 2015

As líderes do principal grupo representativo das irmãs americanas disseram que a recente viagem anual a Roma para visitar alguns departamentos do Vaticano foi produtiva e resultou em diálogos “muito ricos” sobre os problemas que a Igreja e a sociedade enfrentam em nível mundial.
Duas das representantes eleitas da Conferência de Liderança das Religiosas – LCWR (na sigla em inglês) falaram sobre a viagem em uma entrevista nesta segunda-feira.

A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 20-04-2015. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

A entrevista foi concedida sob a condição de que nada seria perguntado sobre o relatório conjunto final da semana passada publicado pela Congregação para a Doutrina da Fé relativo à avaliação doutrinal da LCWR, que viu o arcebispo de Seattle, Dom J. Peter Sartain, atuar como o arcebispo-delegado do grupo durante três anos.

As irmãs Marcia Allen e Carol Zinn, da Congregação de São José, presidente-eleita da LCWR e ex-presidente, respectivamente, disseram na entrevista que os diálogos que travaram com as autoridades vaticanas lhes proporcionaram, em particular, um sentido de universalidade da Igreja.

Quanto aos diálogos com os vários departamentos vaticanos visitados em Roma, Allen e Zinn disseram que houve muitos temas comuns focados, tais como os problemas envolvendo a migração no mundo e a situação das vítimas do tráfico humano.

“Eu fiquei impressionada com a universalidade das preocupações deles bem como com algumas das coisas que eles estão focando no momento”, disse Allen.

A LCWR representa cerca de 80% das aproximadamente 57 mil religiosas nos EUA. Sua sede fica em Silver Spring, no estado de Maryland. A organização começou no papado de Pio XII e se constituiu formalmente como conferência em 1956. As suas participantes são as representantes das várias ordens religiosas femininas em todo o país.

Há décadas as líderes da LCWR fazem uma visita anual a Roma, normalmente na companhia de grupo homólogo masculino, a Conferência dos Superiores Maiores dos Homens (“Conference of Major Superiors of Men”).

As religiosas estavam realizando a visita deste ano quando surgiu a notícia do fim do mandato doutrinal, lançado em 2012 e que viu Sartain ser nomeado para a função de supervisionar as revisões estatutárias da LCWR.

Ao anunciar o fim deste processo no dia 16 de abril passado, o Vaticano, em nota, disse que o objetivo da supervisão havia sido “alcançado”.

As líderes da LCWR, incluindo Zinn e Allen, também se reuniram com o Papa Francisco nesse mesmo dia, no que pode ter sido o primeiro encontro do tipo entre as líderes do grupo e um papa.

Zinn disse que a reunião foi uma “experiência inacreditável” por causa da capacidade do papa de se aproximar daqueles com quem ele se encontra. Comparando este momento de proximidade delas com o papa e as imagens dele em meio às multidões na Praça de São Pedro, Zinn falou: “Ela é de verdade”.

Allen acrescentou: “Acho que todos somos cientes de sua percepção universalista, porém ele é atencioso individualmente também”.

“Ele é muito atencioso ao momento e, no entanto, quando fala, ele o faz a partir de uma perspectiva ampla”, disse ela.

Allen e Zinn disseram ainda que o papa falou, na maior parte do tempo, sobre alguns tópicos de sua exortação apostólica Evangelii Gaudium (“A Alegria do Evangelho”), em particular sobre o que ele chama de “economia de exclusão”.

“Podemos dizer que ele está com o coração partido diante do sofrimento no mundo”, disse Zinn. “Com o coração verdadeiramente partido. Ele sofre. Podemos perceber isso”.

As duas líderes falaram que as visitas que fizeram a Roma em anos passados serviram para travar diálogos com autoridades vaticanas.

“Estas visitas têm a ver com manter o diálogo”, disse Zinn. “É isso o que fazemos todos os anos, quando viemos para cá [visitar Roma]. Então, em alguns aspectos, acho que o trabalho evangélico é dialogar, escutar. É o chamado do Vaticano II a escutar, a ler os sinais dos tempos”.

“Eu diria que esta semana inteira [de reuniões] esteve cheia do espírito colaborativo [...] e de respeito”, disse.

Allen falou que as conversas tidas foram “mutualmente influentes”.

“Isso é legal”, disse. “Significa que conseguimos aquilo a que viemos”.

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