“Devemos fazer muito mais para que a voz da mulher tenha um peso real na sociedade e na Igreja”, diz o Papa Francisco

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Por: André | 16 Abril 2015

A diferença entre o homem e a mulher “não é para competir ou para dominar, mas para que se dê essa reciprocidade necessária para a comunhão e para a geração, à imagem e semelhança de Deus”.

A reportagem é de Jesús Bastante e publicada por Religión Digital, 15-04-2015. A tradução é de André Langer.

“Devemos fazer muito mais em favor da mulher, se queremos dar mais força à reciprocidade entre homens e mulheres. É necessário, de fato, que a mulher não somente seja mais ouvida, mas que a sua voz tenha um peso real, uma autoridade reconhecida, na sociedade e na Igreja”. O Papa Francisco fez um apelo à igualdade de direitos entre homens e mulheres durante a Audiência Geral desta quarta-feira, na qual também arremeteu contra a chamada “teoria do gênero”, que “pretende apagar a diferença sexual, porque já não podem tratar com ela. Sim, corremos o risco de dar um passo atrás”.

Uma multidão de fiéis voltou a reunir-se na Praça de São Pedro: aqueles que falam da diminuição de peregrinos em Roma deveriam olhar a vista. Em sua alocução, Francisco fez referência à leitura do Gênesis sobre a criação do homem e da mulher, à qual dedicará as duas próximas catequeses, ressaltando que “Deus faz o ser humano à sua imagem e semelhança”, apontando que “a diferença sexual está impressa em todas as formas de vida, mas apenas o homem e a mulher são feitos à imagem e semelhança de Deus”.

Uma diferença que “não é por submissão, mas por comunhão”, uma vez que “o ser humano, homem e mulher, vive da reciprocidade, e quando esta não acontece, vêm os problemas”. O Papa perguntou-se o que significa ser homem e mulher, hoje, quando “a cultura contemporânea abriu novos espaços, novas liberdades e nova profundidade para a compreensão desta diferença. Mas também introduziu muitas dúvidas e muito ceticismo”.

“Pergunto-me, por exemplo, se a chamada teoria do gênero não seja expressão de uma frustração e de uma resignação, que visa a cancelar a diferença sexual porque não sabe mais como lidar com ela. Sim, corremos o risco de dar um passo atrás”, apontou o Papa, que destacou que “a eliminação das diferenças é um problema, não a solução”.

“Também o homem e a mulher, como casal, são imagem e semelhança de Deus. A diferença entre homem e mulher não é para a contraposição, ou a subordinação, mas para a comunhão e a geração, sempre à imagem e semelhança de Deus”, disse o Papa, que pediu para não debater sobre este tema como algo secundário. “Os sinais já são preocupantes”.

Diante disso, Francisco assinalou dois aspectos fundamentais. O primeiro, que “sem dúvida que devemos fazer muito mais em favor da mulher, se queremos dar mais força à reciprocidade entre homens e mulheres. É necessário, de fato, que a mulher não somente seja mais ouvida, mas que a sua voz tenha um peso real, uma autoridade reconhecida, na sociedade e na Igreja”. Assim o considerou o próprio Cristo, “em um contexto menos favorável que o nosso”.

“Ainda não entendemos em profundidade quais são as coisas que pode nos dar o gênio feminino, as coisas que a mulher pode dar à sociedade... talvez ver as coisas com outros olhos que completam o pensamento dos homens. É um caminho a percorrer com mais criatividade e audácia.”

Em segundo lugar, o Papa chamou a atenção para “a crise de confiança coletiva em Deus, que nos faz tanto mal”. “Pergunto-me se a crise de confiança coletiva em Deus, que nos faz tanto mal, nos faz adoecer de resignação à incredulidade e ao cinismo, não está ligada também à crise da aliança entre o homem e a mulher. Daqui vem a grande responsabilidade da Igreja, de todos os crentes e, antes de tudo, das famílias crentes, para redescobrir a beleza do desígnio criador que inscreve a imagem de Deus também na aliança entre homem e mulher.”

A diferença entre o homem e a mulher “não é para a contraposição, ou a subordinação, mas para que aconteça essa reciprocidade necessária para a comunhão e a geração, sempre à imagem e semelhança de Deus”, repetiu o Pontífice.

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