500 padres na Grã-Bretanha pedem que o Sínodo mantenha-se firme sobre a doutrina tradicional da Igreja

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27 Março 2015

Quase 500 padres na Grã-Bretanha assinaram uma carta pedindo aos participantes do Sínodo sobre a família, que acontecerá esse ano, para fazer um "anúncio claro e firme" em defesa do ensinamento da Igreja sobre o casamento. Os sacerdotes afirmam que a doutrina e a prática devem "permanecer firmes e inseparavelmente em harmonia".

A reportagem é de Madeleine Teahan, publicada no jornal britânico Catholic Herald, 24-03-2015. A tradução é de Claudia Sbardelotto.

Na carta, publicada essa semana pelo Catholic Herald, os sacerdotes escrevem: "Queremos, como sacerdotes católicos, reafirmar a nossa inabalável fidelidade às doutrinas tradicionais relacionadas ao casamento e ao verdadeiro significado da sexualidade humana, fundamentadas sobre a Palavra de Deus e ensinadas pelo Magistério da Igreja por dois milênios".

No ano passado, o Sínodo Extraordinário provocou um acalorado debate sobre a possibilidade de recebimento da Sagrada Comunhão por católicos recasados - uma proposta apresentada pelo cardeal alemão aposentado Walter Kasper.

Vista como um passo sem precedentes, 461 sacerdotes na Grã-Bretanha uniram-se a fim de apelar aos participantes do Sínodo para resistir à proposta.

Eles escrevem: "Nós afirmamos a importância da manutenção da disciplina tradicional da Igreja sobre a recepção dos sacramentos, e que a doutrina e a prática devem permanecer firmes e inseparavelmente em harmonia".

Um signatário, que pediu para permanecer anônimo, alegou que "há uma certa pressão para não assinar a carta e, na verdade, um certo grau de intimidação por parte de alguns clérigos mais antigos".

Outro, que também pediu para não ser identificado, disse que a questão da comunhão para os que casaram novamente era "um motivo de preocupação pastoral e de fidelidade ao Evangelho".

Ele disse: "A misericórdia requer tanto amor quanto verdade. Há muita coisa em jogo. Nem todos os sacerdotes ficariam à vontade expressando-se em uma carta aberta, mas eu ficaria muito preocupado se não houvesse sacerdotes que discordassem dos sentimentos que ela contém".

"A carta pede fidelidade à doutrina católica, e que a prática deve permanecer 'inseparavelmente em harmonia' com a doutrina. Os sacerdotes afirmam que continuam comprometidos em ajudar 'aqueles que tem dificuldades em seguir o Evangelho em uma sociedade cada vez mais secular', mas implica que os casais e as famílias que permaneceram fiéis não estão sendo adequadamente apoiados ou incentivados".

Alguns dos signatários mais notáveis da carta incluem os teólogos Pe. Aidan Nichols e Pe. John Saward e o físico de Oxford, Pe. Andrew Pinsent. Os padres Robert Billing, porta-voz da diocese de Lancaster, Tim Finigan, blogueiro e colunista do Catholic Herald e Julian Large, reitor do Oratório de Londres, também assinaram a carta.

Os sacerdotes concluem a carta exortando a todos os participantes do próximo sínodo "a fazer um anúncio claro e firme do ensino moral imutável da Igreja, de modo que a confusão possa ser removida e a fé confirmada".

Ao falar, recentemente, durante a apresentação do seu novo livro, Pope Francis's Revolution of Tenderness and Love [A Revolução da ternura e do amor do Papa Francisco], o cardeal Kasper disse que os católicos devem deixar seus bispos saberem quais são as suas esperanças e preocupações sobre o Sínodo. Mas, ainda mais importante, é que eles devem rezar para que o Espírito Santo guie as deliberações dos bispos.

Ele disse: "Todos nós devemos rezar pelo Sínodo, porque uma batalha está acontecendo. Felizmente, o Sínodo será capaz de encontrar uma resposta comum, com uma grande maioria, que não será uma ruptura com a tradição, mas uma doutrina que é um desenvolvimento da tradição".

Eis a carta:

Após o Sínodo Extraordinário dos Bispos, em Roma, em outubro de 2014, surgiu muita confusão a respeito do ensinamento moral católico. Nesse contexto, desejamos, como sacerdotes católicos, reafirmar a nossa fidelidade inabalável às doutrinas tradicionais relacionadas ao casamento e ao verdadeiro significado da sexualidade humana, fundamentados na Palavra de Deus e no ensino do Magistério da Igreja por dois milênios.

Comprometemo-nos mais uma vez à tarefa de apresentar esse ensino em toda a sua plenitude, ao mesmo tempo que estendemos a compaixão do Senhor para com aqueles que têm dificuldades de responder às demandas e aos desafios do Evangelho em uma sociedade cada vez mais secular. Além disso, afirmamos a importância da manutenção da disciplina tradicional da Igreja sobre a recepção dos sacramentos, e que a doutrina e a prática permanceçam firmes e inseparavelmente em harmonia.

Apelamos a todos os que irão participar do segundo Sínodo, em outubro de 2015, para fazer um anúncio claro e firme do ensino moral imutável da Igreja, de modo que a confusão possa ser removida, e a fé confirmada.

Com os melhores cumprimentos,

(seguem as assinaturas)

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