O Jubileu surpresa de Francisco a partir do dia 8 de dezembro

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16 Março 2015

Dois anos de pontificado, mas com o anúncio de um novo Ano Santo. O Papa Francisco festeja a sua eleição do dia 13 de março de 2013 e logo recomeça. O Jubileu extraordinário será realizado a partir do dia 8 de dezembro de 2015 até o dia 20 de novembro de 2016.

A reportagem é de Marco Ansaldo, publicada no jornal La Repubblica, 14-03-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

"Uma nova etapa" na "missão" da Igreja, para levar a todos "o Evangelho da misericórdia". Conceito que evoca os pobres, os últimos, as periferias, ou seja, as palavras-chave do pontificado, mas com um tema caro ao Concílio Vaticano II e que, mesmo assim, permaneceu então marginalizado.

A Igreja dos pobres foi evocada pelo Papa Roncalli antes de lançar o Concílio, mas teve menos espaço do que os outros dois temas fortes, o diálogo inter-religioso e a relação com o mundo contemporâneo.

O anúncio do pontífice, em São Pedro, foi acolhido por um aplauso. Depois, o papa se confessou, ajoelhando-se, confessando, por fim, ele mesmo, alguns fiéis.

O Jubileu começará com a abertura da Porta Santa da Basílica de São Pedro. E trará a indulgência plenária. "Deus perdoa tudo e perdoa a todos", lembrou Jorge Bergoglio.

Nessa sexta-feira também foi divulgada a nova entrevista do pontífice. Desta vez, depois do jornal argentino das villas miserias, a entrevista foi concedida ao canal Televisa, do México, à decana dos vaticanistas que acompanham o papa nas suas viagens ao exterior, Valentina Alazraki.

São muitas as considerações interessantes. "Tenho a sensação de que o meu pontificado vai ser breve. Quatro ou cinco anos. Não sei, ou dois, três. Bom, dois já passaram. É como uma sensação um pouco vaga, mas posso estar errado."

Se Bento XVI, com a renúncia, "abriu uma porta," a ideia de pôr fim a um pontificado por motivos de idade "não me agrada", disse Francisco. Depois, confirmou que é apegado ao seu habitat. "Eu não gosto de viajar, é a minha maior penitência." No entanto, está contente de viver em Santa Marta, "porque há pessoas, essa solidão eu não teria tolerado. Vir aqui, comer no refeitório, onde estão todas as pessoas, rezar essa missa onde, quatro dias por semana, vêm pessoas de fora. Eu gosto disso". Mas confidencia: "O único que eu gostaria é poder sair um dia, sem que ninguém me conhecesse, e ir comer em uma pizzaria".

Ele também promoveu a Itália sobre a imigração: "Muito generosa". E deu um golpe na Cúria, "última corte da Europa".

Disse o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi: "O anúncio do Jubileu é uma boa notícia que o governo acolhe com os melhores auspícios. A Itália, que neste ano hospeda a Expo Milão, saberá fazer a sua parte". "Trabalharemos para garantir que esse grande evento, não só religioso, mas de apelo à paz universal, ocorra em plena segurança", garantiu o ministro do Interior italiano, Angelino Alfano.

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