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Por: Jonas | 22 Janeiro 2015

As autoridades bolivianas preparam os detalhes para a investidura do presidente Evo Morales (foto), que acontecerá nas ruínas de Tiahuanaco, hoje, um dia antes que o chefe de Estado inicie oficialmente seu terceiro mandato consecutivo até 2020. Morales, reeleito nas eleições de outubro com mais de 61%, será ungido líder dos povos indígenas, em Tiahuanaco, a 71 quilômetros de La Paz, a capital do antigo império pré-colombiano com o mesmo nome - cuja cultura se desenvolveu entre os anos 1580 antes de Cristo e 1172 de nossa era -, após ser submetido a uma série de rituais para entrar em contato com as fontes de energia do lugar.

 
Fonte: http://goo.gl/vDtZGB  

A reportagem é publicada por Página/12, 21-01-2015. A tradução é do Cepat.

O sítio onde Morales assumirá a presidência, que é Patrimônio da Humanidade desde 2000, tem grande significado espiritual para o mundo andino e por isso foi escolhido pelo governo boliviano em 2006, 2010 e neste ano para as investiduras indígenas do mandatário. A cerimônia começará com um ritual de limpeza de Morales, que depois será vestido com um ch’uku (gorro cerimonial de quatro pontas) que contará com uma figura do sol banhada em ouro e uma túnica ou unku tecida em fibra de vicunha, que também terá um peitoral banhado nesse metal precioso. Além disso, o mandatário portará um báculo e calçará sandálias.

A cerimônia continuará com a visita do governante ao Museu Lítico de Tiahuanaco, onde está o antigo monolito Bennet, de 7,8 metros de altura e 20 toneladas de peso. Em meio a rituais dirigidos por “amautas” (sábios aimarás), Morales caminhará rumo ao que resta da pirâmide de Akapana e, em seguida, ao templo de Kalasasaya, onde está a Porta do Sol, para receber os mandatos indígenas na escadaria do local.

Uma guarda indígena formada por 600 aimarás vigiará o evento, com a missão de cuidar do presidente, disse um dos líderes indígenas de Tiahuanaco, Clemente Chiquipa, segundo a agência estatal ABI.

“São 300 mulheres e 300 homens organizados na Guarda Originária. Já estamos prontos e na madrugada do dia 21 de janeiro assumiremos nossos postos ao redor do centro cerimonial”, apontou Chiquipa. Também está prevista a renúncia coletiva dos 20 ministros de Morales, como é habitual ao finalizar cada ano de gestão do Executivo boliviano. A renúncia em bloco do gabinete sempre acontece no dia 21 de janeiro, um dia antes da celebração do Dia do Estado Plurinacional, data festiva decretada em 2010 para recordar a chegada de Morales ao poder, pela primeira vez em 2006.

É provável que o mandatário divulgue na sexta-feira os nomes do gabinete com o qual iniciará seu terceiro mandato. Amanhã acontece a posse oficial de Morales e de seu vice-presidente, Alvaro García Linera, na sede do Parlamento em La Paz, em um ato no qual se aguarda a presença de “seis a sete presidentes”, anunciou esta semana o governante.

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