Detida (por enquanto) a onda inovadora na Igreja: ''Poderia ter sido pior''

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23 Outubro 2014

"Limitamos os danos." A frente conservadora dá um suspiro de alívio no dia seguinte à conclusão do Sínodo. A ala mais dura, que havia pedido que os temas mais controversos – hóstia aos divorciados em segunda união e à questão homossexual – não fossem sequer postos na pauta do debate da assembleia, também se diz moderadamente satisfeita com o resultado da primeira etapa do debate sobre a família que Francisco quis que fosse bienal.

A reportagem é de Matteo Matzuzzi, publicada no jornal Il Foglio, 21-10-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

As teses defendidas por Walter Kasper no consistório de fevereiro passado, que serviu de ouverture ao debate, afinal, entram no documento final de maneira fraca, sem terem obtido a maioria necessária de dois terços. E isso apesar do fato de que contivessem referências ao Catecismo da Igreja Católica e aos pronunciamentos da Congregação para a Doutrina da Fé, sob a liderança ratzingeriana.

"Embora eu esperasse que uma parte mais consistente do material elaborado no círculo menor por mim moderado fosse incluída na Relatio Synodi, esta ainda é uma melhoria significativa em relação ao texto da Relatio post disceptationem apresentada aos padres há uma semana", diz o cardeal Raymond Leo Burke, prefeito da Signatura Apostólica e líder do alinhamento contrário a toda abertura sugerida por Kasper.

O fato de que os três parágrafos sobre a Comunhão aos divorciados em segunda união, aos homossexuais e a diferença entre Comunhão espiritual e sacramental não podem ser considerados como "expressão do Sínodo" assinala que a onda aberturista encontrou obstáculos maiores do que os próprios inovadores imaginavam depois dos primeiros dias de discussão em geral.

Os responsáveis pelo redimensionamento das teses reformistas, na opinião do arcebispo vienense Christoph Schönborn, também seriam os meios de comunicação, que "atacaram o papa".

Depois da primeira semana de trabalhos e da leitura do relatório assinado pelo cardeal primaz da Hungria, Péter Erdö – mas escrita por Dom Bruno Forte, como confirmado no sábado à tarde na Sala de Imprensa vaticana por um dos três presidentes delegados, o cardeal brasileiro Raymundo Damasceno Assis –, o Sínodo poderia ter chegado a algo muito mais negativo para aqueles que se opõem a mudanças na práxis pastoral.

As premissas estavam todas lá, reconhece o cardeal Wilfrid Fox Napier, arcebispo sul-africano de Durban, um dos mais decididos na oposição dentro e fora da Aula a toda mudança da disciplina atual sobre a moral sexual.

"Chegamos a um ponto final, uma visão comum", disse ele à Rádio Vaticano, acrescentando que o que as pessoas esperavam do Sínodo não era nada mais do que uma "forte e decisiva ajuda para o matrimônio como condição de vida".

Existe uma satisfação com aquilo que foi posto claramente no documento final, portanto, emendado em grande parte em relação ao texto post disceptationem que Napier, durante a coletiva de imprensa oficial no Vaticano, tinha despedaçado, definindo-o como "o relatório do cardeal Erdö, não do Sínodo".

Porém, o simples fato de que os três parágrafos que passaram com uma maioria não qualificada tenham permanecido, por vontade do papa, na Relatio Synodi, assinala que o debate está longe de estar fechado. O terreno sobre o qual se joga a partida abandona a Aula Nova e se desloca para as dioceses, onde terão uma grande voz no capítulo aqueles pastores elogiados por Francisco que estão em contato com as feridas do povo fiel.

O cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique, sabe que o destino do Sínodo será jogado aí e, não por acaso, lembrou que as questões que ficaram em suspenso, aquelas mais delicadas e controversas que inflamaram os ânimos entre os padres, estão há muito tempo à frente da pauta da Igreja alemã – foram os bispos Kasper, Lehmann e Saier que chamaram a atenção de Roma sobre elas há mais de 20 anos, sendo rejeitadas por Joseph Ratzinger e João Paulo II – e agora que a discussão está aberta, "agora que as portas estão abertas, nunca mais poderão ser fechadas".

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