''Com o papa em Roma para ajudar a paz.'' Entrevista com o Patriarca Bartolomeu

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09 Junho 2014

"Vou a Roma para participar deste momento importante que será a oração comum. Com o apoio de Deus, devemos ajudar a política e a diplomacia a alcançar a paz nos conflitos de uma região com problemas."

A reportagem é de Marco Ansaldo, publicada no jornal La Repubblica, 07-06-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Com voz de barítono, Bartolomeu I, de batismo Dimitrios Archondonis, Patriarca Ecumênico de Constantinopla, se expressa em italiano perfeito. Em Istambul, no distrito grego de Fanar, a Catedral de São Jorge parece uma fortaleza sitiada diante da exuberância até mesmo numérica da população de fé islâmica.

A Turquia não reconhece ao patriarcado um valor institucional, e as leis sobre as minorias religiosas atribuem apenas o título de "Patriarca Ortodoxo dos Romanos de Fener". Mas, para Bartolomeu I, esse é um período de grande fermentação.

No mês passado, Francisco, o papa católico, convidou-o de surpresa para a sua viagem ao Oriente Médio. E, na manhã deste sábado, além disso, o patriarca desembarca a Roma para participar neste domingo, como protagonista, do encontro de oração no Vaticano, junto com o pontífice, o presidente israelense, Shimon Peres, e o líder palestino Mahmoud Abbas.

Eis a entrevista.

Santidade, o que espera desta iniciativa inédita?

É uma iniciativa voltada para a paz em uma região atravessada por conflitos, onde a política e a diplomacia não conseguiram alcançar, infelizmente, resultados duradouros.

E como vocês esperam fazer isso?

Vamos nos reunir, já que o papa de Roma se ofereceu para nos receber na sua casa, com uma oração comum, junto com o chefe do Estado israelense e do presidente palestino. Lá, cada um rezará a Deus.

Com a esperança de atingir que objetivo?

A esperança é comum. E é a de obter dois resultados: a) que Deus nos escute; b) de dar um sinal tanto para a Ásia quanto para a Europa de que, com a ajuda de Deus, podem-se alcançar resultados concretos.

Para chegar a quê?

Para chegar à paz, possivelmente. Alcançar a paz onde a política e a diplomacia, por enquanto, não conseguiram. Dar um impulso e um apoio a esses esforços.

Fazê-lo juntos teria um impacto diferente?

Absolutamente. Cristãos, judeus e muçulmanos podem mostrar a todos que o mundo religioso também está comprometido com essa frente. Queremos expressar uma palavra para uma solução compartilhada. Nós todos, juntos, vamos tentar isso.

Como foi a viagem realizada com o Papa Francisco a Jerusalém?

Muito bem. Assim como fizeram os nossos antecessores há 50 anos, o Patriarca Ecumênico Atenágoras e o Papa Paulo VI, quisemos nos encontrar na Terra Santa. E esse nosso encontro foi uma fonte de intensa alegria espiritual.

No voo de volta para a Itália, Francisco disse: "Com Bartolomeu, falamos da unidade: mas a unidade se faz ao longo do caminho, a unidade é um caminho".

Confirmo. Como escrevemos na declaração conjunta: "O nosso encontro fraterno é um novo e necessário passo no caminho para a unidade, à qual somente o Espírito Santo pode nos guiar: a da comunhão na legítima diversidade".

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