“Que todos os sacerdotes se perguntem se são funcionários de uma Ong ou pastores”, diz Francisco

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Por: André | 09 Junho 2014

“Não existe glória nem majestade para um pastor consagrado a Jesus”, disse o Papa Francisco durante a homilia da sexta-feira na Capela da Residência Santa Marta, recolhida pela Rádio Vaticano. “Não, irmão. Terminarás da maneira mais comum e mais humilhante também, muitas vezes: na cama, doente, com alguém que te dará de comer e que irá te vestir”, explicou o Pontífice. O destino de cada sacerdote, de fato, é humanamente triste: “é terminar como Ele”. “Amor que morre como a semente de trigo. Assim virá o fruto. Mas eu não vejo esse fruto”.

 
Fonte: http://bit.ly/1pmDFc1  

A reportagem é de Domenico Agasso Jr e publicada no sítio Vatican Insider, 06-06-2014. A tradução é de André Langer.

“Como vai o primeiro amor?” "Esta é a pergunta que me faço e também aos meus irmãos bispos e sacerdotes: Como anda o amor de hoje? É como o primeiro amor? Estou apaixonado por Cristo como no primeiro dia? Ou o meu trabalho, as preocupações me fazem olhar outras coisas e me esquecer um pouco do amor? Os casais brigam e isso é normal. Mas quando não há amor, não se briga: o relacionamento se desfaz. Nunca se esquecer do primeiro amor. Nunca".

E esta é a união profunda que deve associar para sempre a vida dos consagrados a Jesus. Uma união fundada no amor que vem antes de qualquer outra coisa: antes do estudo, antes de querer converter-se em “um intelectual da Filosofia, da Teologia ou da Patrologia”, recordou o Papa Bergoglio.

Francisco, tomando as últimas palavras de Jesus que encerram o Evangelho de João, recorda o dever de ser pastor. "Apascenta. Com a Teologia, com Filosofia, com a Patrologia, com o que você estudou, mas apascenta. Seja pastor – prosseguiu o Papa –, pois o Senhor nos chamou para isso. E as mãos do bispo sobre a nossa cabeça são para ser pastores”. Mas também este aspecto para o Papa Francisco vem depois da verdadeira e primeira pergunta: “Como anda o primeiro amor?”, repetiu, recordando que na comunidade cristã não somos “um funcionário desta Ong que se chama Igreja”. “Sou pastor ou sou um funcionário desta Ong que se chama Igreja? Uma pergunta que eu, os bispos e sacerdotes devemos nos fazer. Há uma diferença”, explica repetindo: “Sou Pastor? Uma pergunta que todos nós devemos nos fazer. Todos".

“Que a todos nós, sacerdotes e bispos – concluiu Francisco – o Senhor dê a graça de encontrar sempre ou recordar o primeiro amor, ser pastores e não ter vergonha de acabar humilhado numa cama ou até mesmo louco. Que sempre nos dê a graça de voltar para Jesus e seguir suas pegadas. Que nos dê a graça de segui-lo".

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